TaguaCei — Candidato ao Governo do Distrito Federal, Leandro Grass (PT) afirmou que pretende ampliar a presença de sua campanha nas ruas durante o segundo turno e buscar apoio de candidatos que ficaram fora da disputa. Em entrevista ao CB.Poder, o petista disse que se apresenta como alternativa para eleitores que desejam mudança no comando do Governo do Distrito Federal.
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Celina Leão (PP) terminou na primeira colocação, com 49,93% dos votos válidos, enquanto Grass ficou em segundo, com 34,47%. A disputa será decidida em 25 de outubro.
Grass afirmou que pretende manter a estratégia de conversar diretamente com os eleitores e comparar as propostas e trajetórias dos dois candidatos.
“Se o eleitor quiser mudar, eu sou a alternativa para essa mudança”, declarou.
Busca por apoios
O candidato disse ter conversado com José Roberto Arruda, Paula Belmonte, Ricardo Cappelli e Kiko Caputo, que disputaram o primeiro turno. Segundo Grass, a intenção é dialogar tanto com esses grupos políticos quanto com seus eleitores.
Ricardo Cappelli já declarou apoio a Grass para o segundo turno. O petista também afirmou que mantém conversas com integrantes do PSB e com apoiadores de outros candidatos.
Sobre Paula Belmonte, Grass disse que o PSDB avalia uma posição de neutralidade, mas afirmou que pretende continuar conversando com integrantes do grupo político da candidata.
O petista também mencionou propostas apresentadas pelos adversários que ficaram fora do segundo turno e que, segundo ele, podem ser incorporadas ao programa de governo.
Entre elas estão uma plataforma para motoristas e entregadores, defendida por Cappelli; a ampliação de escolas em tempo integral e creches, pauta citada por Paula Belmonte; propostas de mobilidade urbana associadas a Arruda; e medidas de transparência, integridade e dados abertos defendidas por Kiko Caputo.
Propostas para um eventual governo
Grass afirmou que pretende utilizar uma eventual gestão para ampliar investimentos e melhorar a prestação de serviços públicos.
Entre as propostas citadas estão reajustes para servidores, especialmente categorias que estão há mais tempo sem aumento; investimentos em infraestrutura; expansão do metrô; implantação de sistemas sobre trilhos; ampliação da telessaúde; e melhoria da estrutura hospitalar.
O candidato também defendeu medidas para estimular o desenvolvimento econômico, com o objetivo de transformar Brasília em um polo de tecnologia e inovação.
Segundo Grass, parte dos investimentos poderia ser viabilizada por meio de recursos federais, organismos internacionais e instituições como o BNDES.
Críticas à atual gestão
Durante a entrevista, Grass voltou a criticar a administração de Celina Leão e mencionou questões relacionadas à saúde e ao Banco de Brasília (BRB).
Ao abordar a disputa política, o candidato afirmou que o segundo turno não deve ser reduzido à divisão entre direita e esquerda. Ele classificou Celina como integrante do Centrão e disse que a eleição deveria ser pautada pela comparação entre os projetos apresentados pelos dois candidatos.
As afirmações sobre a adversária fazem parte do discurso de campanha de Grass e foram apresentadas por ele como argumentos para tentar conquistar eleitores no segundo turno.
Estratégia para ampliar votação de Lula
Grass também afirmou que pretende trabalhar pela candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa nacional.
O candidato disse que a campanha deverá procurar eleitores que votaram em outras candidaturas e pessoas que não compareceram às urnas.
Ele defendeu que a campanha apresente propostas para o futuro e afirmou que o eleitor não necessariamente acompanha a orientação de candidatos ou lideranças políticas que apoiam determinada candidatura.
Campanha nas ruas e nas redes
Segundo Grass, a estratégia para o segundo turno combinará atividades presenciais e atuação nas redes sociais.
O candidato afirmou que pretende ampliar a mobilização de militantes, parlamentares eleitos e integrantes de seu grupo político para conversar diretamente com os moradores do DF.
Ele também disse que pretende corrigir uma característica do primeiro turno: uma atuação mais integrada entre candidatos e grupos do mesmo campo político.
“Quem foi eleito, quem não foi, tem que estar junto”, afirmou.
Fonte: Correio Braziliense



