Taguacei – Segundo informações divulgadas pelo Vermelho, o Ministério das Mulheres destacou neste domingo (9), data em que é celebrado o Dia Internacional dos Povos Indígenas, o papel de liderança das mulheres indígenas nos movimentos de defesa dos territórios dos povos originários. A pasta ressaltou a atuação dessas mulheres na proteção dos territórios, da biodiversidade, da segurança alimentar, dos direitos coletivos e na valorização das culturas e línguas indígenas.
De acordo com o Ministério das Mulheres, a participação feminina é fundamental para fortalecer a memória coletiva, a identidade e a autonomia dos povos indígenas. As mulheres ocupam espaços de liderança em diferentes comunidades, além de participarem de organizações e movimentos sociais.
A pasta também destacou a importância dos conhecimentos e das práticas tradicionais mantidos pelas mulheres indígenas para a conservação ambiental e o enfrentamento das mudanças climáticas.
A relação com os territórios, o manejo da biodiversidade e o uso sustentável dos recursos naturais fazem parte desse conhecimento e contribuem para a preservação ambiental.
Conhecimento transmitido entre gerações
Segundo o Ministério das Mulheres, a atuação das indígenas ocorre em diferentes territórios e contextos, tanto dentro quanto fora das Terras Indígenas, incluindo áreas rurais e urbanas.
Entre as atividades desempenhadas estão a transmissão de línguas e conhecimentos entre gerações, as práticas de cuidado, a produção de alimentos, o manejo dos territórios e a preservação de saberes relacionados à biodiversidade.
A pasta considera que essas atividades são fundamentais para a manutenção da vida comunitária e para a preservação das tradições dos povos originários.
Desigualdade e acesso a direitos
Apesar da importância de sua atuação, as mulheres indígenas ainda enfrentam desigualdades e dificuldades para acessar direitos e serviços públicos.
Entre os principais obstáculos estão o acesso à saúde, educação, justiça, proteção social e atendimento especializado em situações de violência.
O Ministério das Mulheres aponta que fatores como distância geográfica, desigualdade de gênero e discriminação étnico-racial podem dificultar o acesso aos serviços, principalmente em comunidades localizadas em áreas de difícil acesso.
As mulheres indígenas que estejam em situação de violência têm direito ao atendimento da rede de proteção existente nos estados e municípios.
Ligue 180
O Ministério das Mulheres também reforçou que a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 funciona gratuitamente, 24 horas por dia, todos os dias da semana.
O serviço oferece acolhimento, orientação, registro de denúncias e informações sobre os serviços especializados disponíveis para mulheres em situação de violência.
A divulgação do canal faz parte das ações de enfrentamento à violência contra as mulheres e de ampliação do acesso à rede de proteção.
Mulheres são maioria na população indígena
Dados do Censo Demográfico 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que o Brasil possui 1.694.836 pessoas indígenas.
O levantamento identificou 391 etnias, povos ou grupos indígenas e 295 línguas indígenas no país.
Do total da população indígena, 860.020 são mulheres, o equivalente a 50,7%.
Os números reforçam a presença das mulheres na composição da população indígena brasileira e evidenciam a importância de políticas públicas voltadas às suas necessidades específicas.
A atuação das mulheres indígenas, segundo o Ministério das Mulheres, permanece diretamente relacionada à preservação dos territórios, dos conhecimentos tradicionais, das culturas e da autonomia dos povos originários.
Nota de transparência: Esta matéria foi reescrita com auxílio de inteligência artificial, a partir das informações divulgadas pela fonte mencionada, e passou por revisão editorial.



