Taguacei – Segundo informações divulgadas pelo Vermelho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) registraram suas candidaturas e entregaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na noite desta sexta-feira (8), o programa de governo para as eleições de 2026. A chapa é apoiada por uma coligação formada por sete partidos: PT, PCdoB, PV, PDT, PSB, PSOL e Rede. A aliança é, até o momento, a única registrada para a disputa deste ano.
O programa de governo apresentado pela coligação está estruturado em 13 eixos e estabelece como prioridades a defesa da democracia e da soberania nacional, a modernização do Estado, o combate às desigualdades regionais, sociais, raciais e de gênero, além da segurança pública e da defesa da vida das mulheres.
O documento também destaca a proteção à vida e ao bem-estar animal e propõe uma economia forte e equilibrada como base para ampliar investimentos e avanços nas áreas de educação, saúde e infraestrutura.
Democracia e soberania
Entre os principais pontos do programa está a defesa de uma democracia considerada “real e efetiva”, com o objetivo de garantir que os brasileiros participem dos benefícios do crescimento econômico e do progresso social.
Na área de política externa, o documento defende que o Brasil preserve sua capacidade de tomar decisões políticas e econômicas de forma independente, considerando os interesses nacionais.
A proposta também prevê o aprofundamento da aproximação geopolítica do Brasil com os países que integram o Brics e com o chamado Sul Global, além do fortalecimento da atuação brasileira no G20.
Segundo o programa, esses espaços internacionais são considerados importantes para a defesa dos interesses brasileiros e de outros países em desenvolvimento.
Projeto de desenvolvimento
A coligação defende a continuidade de um projeto de desenvolvimento baseado nos interesses nacionais. A proposta apresentada ao TSE afirma que o crescimento econômico deve estar associado à redução das desigualdades e à ampliação do acesso da população a serviços públicos e oportunidades.
Educação, saúde e infraestrutura aparecem entre os setores considerados estratégicos para essa agenda.
O documento também relaciona o desenvolvimento econômico à soberania nacional e à capacidade do Brasil de definir suas próprias políticas sem subordinação a interesses de outras potências.
Críticas aos governos anteriores
O programa apresentado pela chapa também faz uma avaliação crítica da situação encontrada pelo governo Lula no início do terceiro mandato.
O texto afirma que o governo começou após a tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023, marcada por mobilizações violentas contra a democracia, e em meio a um Estado que, segundo a coligação, havia sido profundamente desmontado e apresentava desequilíbrio fiscal.
O documento atribui o processo de deterioração das políticas públicas ao período iniciado após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e aprofundado durante os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro.
A coligação afirma que esse período deixou como resultado aumento das desigualdades, precarização do trabalho, redução de políticas públicas, perda de direitos, violência social e política e enfraquecimento da soberania nacional.
Registro oficial
Com o registro da candidatura e a entrega do programa de governo ao TSE, a chapa Lula-Alckmin avança para uma nova etapa do calendário eleitoral.
O programa ainda poderá receber alterações ou adendos antes da versão definitiva.
A candidatura terá como uma das principais bandeiras a defesa da democracia e da soberania brasileira, enquanto a coligação pretende apresentar a continuidade do projeto de governo como alternativa para os próximos anos.
A campanha oficial de Lula também terá início com um ato marcado para 16 de agosto, no Estádio Municipal 1º de Maio, em São Bernardo do Campo (SP), local historicamente associado às greves dos metalúrgicos do ABC lideradas por Lula no final dos anos 1970.
Nota de transparência: Esta matéria foi reescrita com auxílio de inteligência artificial, a partir das informações divulgadas pela fonte mencionada, e passou por revisão editorial.



