Avanço da renda atinge todas as unidades da federação; Distrito Federal lidera ganhos
O rendimento médio domiciliar per capita dos brasileiros avançou em todos os 26 estados e no Distrito Federal em 2025, consolidando uma trajetória de recuperação econômica durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os dados mostram melhora generalizada da renda em relação a 2024, embora o país ainda apresente profundas desigualdades regionais.
As informações foram divulgadas pelo jornal Valor Econômico, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua – Todos os Rendimentos, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento considera o chamado rendimento de todas as fontes, incluindo salários, aposentadorias, alugueis, aplicações financeiras e programas sociais.
A renda domiciliar per capita é calculada a partir da soma dos rendimentos de todos os moradores de um domicílio, dividida pelo número total de pessoas da residência, incluindo crianças e idosos. A média nacional chegou a R$ 2.264 em 2025.
O Distrito Federal manteve a liderança nacional, com rendimento médio per capita de R$ 4.401, valor equivalente a 3,6 vezes a renda registrada no Maranhão, último colocado do ranking, com R$ 1.231. O levantamento também aponta que sete estados ainda possuem renda média inferior a R$ 1.500 mensais por pessoa.
Desigualdade regional ainda desafia o país
Os dados revelam que 17 das 27 unidades da federação seguem abaixo da média nacional de renda. As regiões Nordeste e Norte continuam apresentando os menores rendimentos médios do país, com R$ 1.470 e R$ 1.558, respectivamente.
Em contraste, as maiores rendas médias foram registradas nas regiões Sul, com R$ 2.734, Centro-Oeste, com R$ 2.712, e Sudeste, com R$ 2.669.
O levantamento do IBGE também analisou o índice de Gini, principal indicador utilizado para medir a desigualdade de renda. Em 2025, o índice nacional ficou em 0,511. Quanto mais próximo de 1, maior é a concentração de renda.
Entre as regiões brasileiras, o Centro-Oeste apresentou a maior desigualdade, com índice de 0,506, enquanto o Sul registrou o menor nível de disparidade, com 0,458.
Os números indicam que, apesar da melhora generalizada da renda da população brasileira no atual ciclo econômico, a redução das desigualdades regionais e sociais permanece como um dos principais desafios estruturais do país.
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