A Caderneta Brasileira da Gestante reúne informações para auxiliar no acompanhamento da gravidez, nos cuidados com a saúde e no acesso a direitos desde a primeira consulta do pré-natal até o período após o nascimento do bebê. Disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a edição de 2026 tem 108 páginas e reúne orientações, espaços para registros clínicos e informações sobre cidadania, segundo o Ministério das Mulheres.
A publicação ganha destaque em agosto, durante a Semana Nacional de Conscientização sobre os Cuidados com as Gestantes e as Mães, instituída pela Lei nº 15.221/2025. A mobilização ocorre anualmente na semana que inclui o dia 15 de agosto e busca ampliar a divulgação de informações sobre direitos e cuidados relacionados à gestação, ao parto, ao pós-parto e à primeira infância.
O documento é entregue gratuitamente às gestantes durante o acompanhamento pelo SUS. Nele, podem ser registrados dados de consultas, exames e resultados, pressão arterial, vacinas, acompanhamento da saúde bucal, evolução da gestação, classificação de risco, parto e período de puerpério.
A caderneta também reúne orientações sobre alimentação, atividade física, sexualidade, amamentação, planejamento reprodutivo, direitos trabalhistas e sinais que exigem atendimento imediato.
Documento deve acompanhar a gestante
A recomendação é levar a caderneta às consultas na Unidade Básica de Saúde (UBS), aos exames, atendimentos de urgência, maternidade e consultas após o parto. Dessa forma, as informações permanecem disponíveis mesmo quando a gestante é atendida por diferentes equipes ou serviços.
A edição de 2026 também está disponível em formato digital no Meu SUS Digital, permitindo que o conteúdo seja consultado pelo celular ou navegador.
Orientações para diferentes realidades
A Caderneta considera que fatores como raça ou cor, idade, identidade de gênero, deficiência, nacionalidade, situação migratória, território, cultura e condições sociais podem influenciar o acesso aos serviços de saúde e as necessidades de cuidado.
O documento apresenta orientações voltadas a diferentes grupos, incluindo mulheres negras, adolescentes, pessoas trans, pessoas com deficiência, povos indígenas, comunidades quilombolas, ciganas e ribeirinhas, além de populações do campo, da floresta e das águas.
Também são abordados os direitos de gestantes em situação de rua ou privadas de liberdade.
A publicação trata ainda do racismo nos serviços de saúde e apresenta situações que não devem ser naturalizadas, como ignorar sintomas relatados pelas gestantes, realizar procedimentos sem explicação ou consentimento e utilizar estereótipos para negar métodos de alívio da dor.
A orientação é que costumes, práticas religiosas, saberes tradicionais e formas comunitárias de cuidado sejam respeitados durante o atendimento.
Saúde mental
A caderneta também dedica espaço à saúde mental. O documento reconhece que a gestação, o parto e o período pós-parto podem envolver sentimentos como alegria, medo, insegurança, cansaço e dúvidas.
Entre os temas abordados estão pressão social, sobrecarga, construção do vínculo com o bebê, melancolia pós-parto, conhecida como baby blues, depressão, perdas gestacionais e luto materno e parental.
A publicação também apresenta orientações para identificar situações de violência obstétrica, que podem ocorrer antes, durante ou depois do parto. Entre os exemplos estão procedimentos realizados sem consentimento, humilhações, negligência, violação da privacidade e desrespeito às decisões da pessoa atendida.
Em situações de violência contra a mulher, é possível procurar a Central de Atendimento à Mulher, pelo Ligue 180, que funciona 24 horas e oferece informações, orientações e recebe denúncias.
Denúncias sobre o atendimento prestado pelo SUS podem ser registradas pelo telefone 136, da Ouvidoria-Geral do SUS (OuvSUS). Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.
Acesse aqui a Caderneta Brasileira da Gestante 2026
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



