Arruda quer concorrer ao Palácio do Buriti em 2026

Após 15 anos fora da política, José Roberto Arruda afirma que está pronto para voltar e mira o Governo do Distrito Federal

O ex-governador José Roberto Arruda sinalizou que está disposto a entrar na corrida eleitoral de 2026 ao Palácio do Buriti. A declaração foi feita durante entrevista ao CB.Poder — uma parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília —, nesta sexta-feira (10/10), aos jornalistas Ana Maria Campos e Carlos Alexandre de Souza.

Arruda deixou recentemente o Partido Liberal (PL) e afirmou que traça um novo caminho político. O ex-governador tem se movimentado nos bastidores após a sanção de uma nova lei que, segundo ele, abre espaço para que volte a concorrer a cargos públicos.

“Estou apto, e é muito simples. O que a lei diz? Que os oito anos da Lei da Ficha Limpa começam a contar a partir da condenação em segunda instância, que produz inelegibilidade. No meu caso, foi em 2014. Houve uma confusão, talvez causada por alguns que não querem muito a minha volta, dizendo que um dos artigos vetados pelo presidente Lula, o artigo 9º, me atingiria. Não atinge. O veto diz que, em ações transitadas em julgado, não há retroatividade. E eu não tenho nenhuma ação transitada em julgado. Além disso, as provas que existiam contra mim, a pedido do próprio Ministério Público, foram consideradas nulas. Portanto, de todas as formas, eu já paguei o preço. São 15 anos fora da política”, afirmou.

Ainda segundo Arruda, eventuais novas decisões judiciais não afetariam uma possível candidatura.“O que conta é a primeira condenação. A lei é clara: o que vale é a primeira decisão”, completou.

O ex-governador declarou que seu objetivo é trabalhar em prol da população do Distrito Federal.“Quero participar de uma frente ampla que discuta Brasília, que melhore a vida das pessoas. Se a cidade estivesse bem, talvez eu preferisse cuidar dos meus filhos, uma vez que já fui senador, deputado e governador. Mas tenho andado muito por Brasília e vejo o sofrimento das pessoas. Hoje mesmo estive em Ceilândia e o que mais ouvi foi reclamação sobre o caos na saúde”, disse.

Segundo ele, o processo de retomada política ocorrerá de forma gradual.“Até dezembro, quero andar pela cidade com muita humildade, ouvindo as pessoas e conversando com lideranças políticas de todos os espectros”, concluiu.

Arruda destacou que, apesar do tempo fora da política, ainda é lembrado pela população pelas obras realizadas em seus mandatos. “Depois de 15 anos, ando nas ruas e as pessoas se lembram que, no meu governo, a saúde funcionava, que construí a EPTG e levei o metrô para a Ceilândia. O último hospital erguido em Brasília foi no meu governo, em Santa Maria, e, na época, funcionava”, afirmou.

Assista à íntegra da entrevista:

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