A reaproximação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), voltou a movimentar as articulações no governo em torno de uma possível indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, ao Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi divulgada pela CNN Brasil e reproduzida pelo Brasil 247.
Segundo relatos de interlocutores com acesso ao Palácio do Planalto, Lula teria voltado a sinalizar a aliados que pretende avançar na indicação antes mesmo de uma eventual disputa pela reeleição.
Uma das possibilidades avaliadas pelo governo é que Messias seja novamente apresentado ao Congresso antes do primeiro turno das eleições, previsto para outubro. Outra hipótese, considerada mais provável por integrantes do governo, seria formalizar a indicação entre o primeiro e o segundo turnos.
A estratégia, contudo, estaria relacionada ao cenário eleitoral. O governo pretende acompanhar pesquisas de intenção de voto e a evolução da disputa presidencial antes de definir o momento adequado para anunciar a indicação.
Alcolumbre é peça central
As articulações dependem de um entendimento com Alcolumbre, responsável pela condução da sabatina e da votação da indicação no Senado. Embora o presidente da Casa ainda não tenha manifestado apoio formal a Messias, interlocutores do governo avaliam que houve sinais positivos nas conversas recentes.
A indicação também pode envolver Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Senado que anteriormente contava com o apoio de Alcolumbre para ocupar uma cadeira no STF.
Lula já havia tentado apoiar Pacheco para uma candidatura ao governo de Minas Gerais, sem sucesso. Agora, há especulações sobre uma eventual indicação do ex-presidente do Senado ao Tribunal de Contas da União (TCU).
Cenário ainda depende de negociações
A eventual indicação de Messias, portanto, dependerá da evolução das conversas entre o Palácio do Planalto e o comando do Senado, além do cenário político e eleitoral dos próximos meses.
O nome indicado pelo presidente da República precisa passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e, posteriormente, ser aprovado pela maioria absoluta dos senadores em votação no plenário.
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



