O petista pretende discutir possíveis tarifas sobre produtos brasileiros. Antes da viagem, cancelou agenda e anunciou recursos para a saúde do DF
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca, hoje à tarde, para participar da reunião do Grupo dos Sete países democráticos mais industrializados do mundo (G7), com reuniões previstas entre amanhã e quarta-feira, na cidade francesa de Évian.
A ida do líder brasileiro à Cúpula do G7 terá como um dos objetivos o possível encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Não há, porém, uma formalização entre os países de que essa reunião vai ocorrer.
Essa possibilidade, segundo interlocutores do petista, é ilustrada com o fato de Lula e Trump terem se reunido informalmente em dezembro do ano passado, durante uma reunião da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada na Malásia. À ocasião, não houve contato prévio entre o Brasil e os Estados Unidos para agendar a conversa.
No possível encontro com Trump, Lula vai perguntar ao presidente norte-americano se ele estaria de acordo com as indicações, feitas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), de novas tarifas a produtos brasileiros importados ao país. Essa conversa entre os dois pode ocorrer por meio de uma conversa nos corredores da Cúpula do G7. O Brasil vai na condição de convidado.
Além do presidente Lula, foram chamados, à reunião, representantes de países como Coreia do Sul, índia, Emirados Árabes, Arábia Saudita e Catar. Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Alemanha, Itália, Japão e a França, anfitriã da cúpula do grupo, participam do G7
Cancelamento de agenda
Antes de embarcar para a Cúpula do G7, na França, Lula cancelou a agenda de ontem no Mutirão da Mulher, na Unidade Básica de Saúde 1 (UBS 1), na Região administrativa da Estrutural, e no Hospital Regional de Ceilândia, onde anunciaria investimentos no Programa Agora Tem Especialistas.
A ausência do presidente foi suprida pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que anunciou o repasse de R$ 15,1 milhões à saúde do DF, além da disponibilização de 200 inserções do implante contraceptivo subdérmico (Implanon) para mulheres já cadastradas na regulação do Sistema Único de Saúde (SUS) e investimentos em novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes em estado grave.
Com informações do Correio Braziliense



