Presidente se pronunciou pela primeira vez sobre o PL que equipara a pena de quem comete aborto ao de homicídio
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou na manhã deste sábado (15/6) contra o projeto de lei que aumenta a pena para quem comete aborto, em discussão no Congresso. Lula disse ser contra o aborto, mas que é uma “insanidade querer punir uma mulher vítima de estupro com uma pena maior que um criminoso que comete o estupro.”
Lula disse, ainda, acreditar que as leis existentes garantem que “a gente aja de forma civilizada nesses casos, tratando com rigor o estuprador e com respeito às vítimas”. Ele ainda ressaltou que o aborto é uma realidade e que deve ser tratado como uma questão de saúde pública. “Quando alguém apresenta uma proposta de que a vítima precisa ser punida com mais rigor do que o estuprador não é sério. Sinceramente, não é sério”, disse em entrevista coletiva.
Eu, Luiz Inácio, sou contra o aborto. Mas, como o aborto é uma realidade, precisamos tratar como uma questão de saúde pública. Eu acho uma insanidade querer punir uma mulher vítima de estupro com uma pena maior que um criminoso que comete o estupro. Tenho certeza que o que já…
— Lula (@LulaOficial) June 15, 2024
O presidente estava sendo cobrado que se pronunciasse sobre o projeto que tem causado polêmica. Ontem, ao ser questionado sobre o assunto, Lula se limitou a dizer que ao voltar ao Brasil ia “tomar pé da situação”. Lula está na Europa, onde participou da 112ª Conferência anual da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do encontro do G7.
Também ontem foi que os primeiros integrantes do governo começaram a se pronunciar sobre o assunto, quase dois dias após a votação relâmpago do requerimento de urgência para o PL, no plenário da Câmara. O projeto ainda não tem data para ser votado no plenário da Câmara.
A primeira-dama Janja Lula da Silva disse que o PL ataca a dignidade das mulheres e meninas. “Os propositores do PL parecem desconhecer as batalhas que mulheres, meninas e suas famílias enfrentam para exercer seu direito ao aborto legal e seguro no Brasil.” Já o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse que o governo iria trabalhar pata que o projeto não fosse aprovado. “Não contem com o governo para essa barbaridade. Vamos trabalhar para que um projeto como esse não seja votado”, disse.
Com informações do Correio Braziliense
Quer ficar por dentro do que acontece em Taguatinga, Ceilândia e região? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.
Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.
- Pré-campanha de Agnelo Queiroz reúne grande público no Sindsep e demonstra mobilização de apoiadores

- FMI eleva para 2,4% a projeção de crescimento do PIB brasileiro, apesar das tarifas impostas por Trump

- Após caos no transporte, governo de São Paulo determina retorno temporário da CPTM às linhas concedidas à Trivia Trens

- Lula propõe pacto nacional pela ciência e afirma que inovação é caminho para um Brasil mais soberano

- taguacei-confirma liderança de Lula e amplia pressão sobre Flávio Bolsonaro na corrida presidencial









