O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou, neste domingo (14/6), que o acordo de paz entre Estados Unidos e Irã será um dos principais temas de análise da cúpula do G7, que começa nesta segunda-feira (15/6), em Évian, na França.
Segundo Macron, o entendimento entre Washington e Teerã, divulgado neste domingo e que deve ser formalizado na sexta-feira (19/6), terá impacto direto na estabilidade do Oriente Médio e na economia global.
Entre os pontos em debate na cúpula, estão a possível reabertura duradoura do Estreito de Ormuz, rotas de energia e os desdobramentos sobre o programa nuclear e balístico iraniano.
“O objetivo será analisar as consequências desse acordo, o apoio ao Líbano e a reabertura de Ormuz de forma duradoura”, afirmou o presidente francês em vídeo publicado nas redes sociais na véspera do encontro.
Macron disse ainda que o G7 discutirá os efeitos da crise no Oriente Médio sobre os mercados energéticos e a necessidade de diversificação das rotas de abastecimento.
Além do tema iraniano, a guerra na Ucrânia estará no centro da agenda. O presidente francês destacou que o encontro contará com países convidados, como Índia, Coreia do Sul, Quênia e Brasil, em uma tentativa de ampliar o diálogo entre o Norte e o Sul global.
Acordo de paz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, na noite deste domingo, que o país chegou a um acordo de paz com o Irã. A informação foi confirmada pelo vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Kazem Gharibabadi.
“O acordo com a República Islâmica do Irã está concluído. Autorizo integralmente a abertura do Estreito de Ormuz sem pedágio e, simultaneamente, autorizo a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos”, escreveu Trump nas redes socais. “Navios do mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir”, completou.
O entendimento havia sido comunicado inicialmente pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif. Segundo ele, os dois países concordaram com a cessação imediata e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano.
Para Gharibabadi, o acordo é resultado não apenas de negociações diplomáticas, mas também das “conquistas militares” obtidas pelo Irã durante o conflito.
Segundo a televisão estatal iraniana, o acordo também estabelece que o tráfego marítimo no Golfo será regulamentado pelo Irã em coordenação com Omã.
Com informações do portal Metrópoles
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