Marcelo Fernandes, que comanda São Bernardo do Campo (SP), virou alvo em investigação de corrupção e lavagem de dinheiro
O prefeito de São Bernardo dos Campos (SP), Marcelo de Lima Fernandes (Podemos), foi afastado do cargo, nesta quinta-feira, em meio a uma investigação da Polícia Federal que apura crimes de corrupção e lavagem de dinheiro praticados por uma organização criminosa com indícios de atuação na administração pública do município.
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) determinou que Fernandes use tornozeleira eletrônica, após negar o pedido de prisão do prefeito, solicitado pela PF. Ele também não poderá manter contato com outros investigados nem sair de São Bernardo do Campo.
Na chamada Operação Estafeta, agentes cumpriram dois mandados de prisão, 20 mandados de busca e apreensão e medidas de afastamento de sigilos bancário e fiscal, nas cidades de São Paulo, São Bernardo do Campo, Santo André, Mauá e Diadema. Segundo a corporação, os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva e ativa.
Além do prefeito de São Bernardo, o presidente da Câmara dos Vereadores do município, Danilo Lima (Podemos) — primo de Marcelo — foi alvo da operação, juntamente com o suplente de vereador Ary José Oliveira (PRTB). Houve apreensão de dinheiro na ação, mas o valor não foi divulgado.
A investigação começou no mês passado, quando agentes encontraram cerca de R$ 14 milhões em espécie (em reais e dólares) com um servidor público, identificado como Paulo Iran e apontado como operador financeiro de Fernandes. Na ocasião, Iran teve o celular apreendido, e a análise mostrou que ele fazia pagamento de contas do prefeito e de familiares do político.
O servidor — considerado foragido pela PF e com um mandado de prisão em aberto — é auxiliar legislativo do deputado Rodrigo Moraes na Assembleia Legislativa de São Paulo. Segundo apuração do UOL, o parlamentar disse ter ficado surpreso ao saber das acusações contra seu assessor, por meio da imprensa, e que providenciou a exoneração dele, que deve ser publicada amanhã no Diário Oficial.
Em nota, a Prefeitura de São Bernardo do Campo anunciou que vai colaborar com todas as informações necessárias em relação ao caso. “A gestão municipal é a principal interessada para que tudo seja devidamente apurado. Reforçamos que o episódio não afeta os serviços na cidade”, disse.
*Estagiário sob a supervisão de Cida Barbosa
Com informações do Correio Braziliense
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