O Reino Unido vai proibir menores de 16 anos de usar uma série de redes sociais, como Instagram, TikTok, YouTube, Snapchat, Facebook e X, para protegê-las de conteúdo prejudicial e do uso excessivo de telas.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira (16/6) pelo primeiro-ministro Keir Starmer, após uma consulta pública do governo com mais de 116 mil participantes, entre adolescentes, pais e representantes da indústria de tecnologia.
A proibição deve entrar em vigor no início de 2027, e não valerá para plataformas como o YouTube Kids ou serviços de mensagens como WhatsApp e Signal.
“Todos os pais podem ver isso com seus próprios olhos. As redes sociais estão deixando as crianças infelizes”, disse Starmer, que tem dois filhos adolescentes. “Ouvi diretamente famílias pedindo mudança e faremos o que é certo por elas.”
O plano teve recepção mista, com alguns elogiando Starmer por agir e outros questionando a eficácia de uma proibição geral e alertando para novos riscos.
O que o Reino Unido quer fazer?
O Reino Unido planeja seguir o mesmo modelo de proibição de redes sociais da Austrália, que no ano passado se tornou o primeiro país a impedir menores de 16 anos de terem contas em redes sociais.
Starmer destacou que a fiscalização terá como alvo as empresas de tecnologia, e não as crianças. Plataformas que não adotarem medidas razoáveis para excluir menores de 16 anos poderão ser punidas com multas milionárias.
O governo também atuará para impedir que desconhecidos entrem em contato com crianças em plataformas de jogos e transmissões ao vivo, afirmou Starmer.
“Existe uma situação no mundo real em que você simplesmente deixaria sua criança conversar com um estranho? Um adulto sobre quem você não sabe nada? Não. Então, estamos agindo em relação a isso”, disse o premiê.
Chatbots de IA projetados para simular relações românticas ou sexuais com usuários serão restritos a maiores de 18 anos, e as autoridades também consideram medidas adicionais, incluindo toques de recolher noturnos e pausas na rolagem infinita para menores de 18 anos.
A expectativa de Starmer é aprovar a regulação até o final de dezembro deste ano.
Dos pais que participaram da consulta pública realizada pelo governo, 91% disseram apoiar a idade mínima de 16 anos para usar redes sociais.
O anúncio de Starmer vem uma semana após o Ministério do Interior cobrar de gigantes de tecnologia que impeçam crianças de enviar e receber nudes a partir de seus aparelhos. Do contrário, eles seriam obrigados a fazê-lo por lei.
Segundo uma análise da Internet Watch Foundation citado pelo governo, 91% dos casos de abuso sexual online de menores reportados em 2024 continham conteúdo gerado pelas próprias crianças abusadas.
Com informações do portal Metrópoles
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