Policiais federais cumpriram 31 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Pará
A Polícia Federal (PF) apreendeu nesta terça-feira (16/12) aparelhos celulares encontrados no gramado de um prédio funcional onde mora o deputado federal Antônio Doido (MDB-PA). Os policiais foram ao local para cumprir um mandado de busca e apreensão na operação que apura suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo agentes públicos e privados. Segundos os investigadores, os aparelhos foram arremessados pela janela, no momento da ação policial.
A ação faz parte da investigação de um suposto esquema de fraudes em processos licitatórios, com desvio de recursos públicos, onde os valores obtidos irregularmente teriam sido utilizados para o pagamento de vantagens indevidas e para a ocultação de patrimônio. Ao todo, foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Distrito Federal e no Pará. A investigação apura delitos de corrupção eleitoral, corrupção ativa e passiva, crimes licitatórios, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Em janeiro, um assessor ligado ao gabinete do deputado foi preso em flagrante com cerca de R$ 1 milhão em dinheiro vivo, em Belém. Ele era secretário parlamentar do deputado Antônio Doido, que na época, não se manifestou sobre a prisão. Em agosto, o ministro Flávio Dino, do STF, determinou a abertura de um inquérito para apurar a suspeita de desvio de recursos provenientes de contratos públicos do governo do Pará.
Um dos contratos sob análise estaria relacionado a obras vinculadas à realização da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que aconteceu em novembro, em Belém. O caso tramitava na Justiça Eleitoral do estado, mas foi remetido ao STF por envolver um parlamentar, que tem foro privilegiado.
Segundo a Polícia Federal, duas empresas investigadas estariam registradas em nome da esposa do deputado e de um homem, que não teve a identidade revelada, apontado como gerente de uma fazenda de propriedade do parlamentar. Para os investigadores, ambos atuavam em nome do deputado. Um dos contratos investigados refere-se a uma licitação para obras no Canal do Bengui, que fica em Belém, estimada em R$ 142 milhões.
O Correio entrou em contato com o gabinete do deputado Antônio Doido, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação do parlamentar.
Com informações do Correio Braziliense
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