TaguaCei — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o nível dos juros no país e defendeu que a taxa seja reduzida para 1% ao ano ou menos. A manifestação ocorreu nesta quarta-feira (16/9), após o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, elevar a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa entre 3,75% e 4% ao ano.
Em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que os juros deveriam estar em 1% ou abaixo desse patamar. Segundo o presidente, os Estados Unidos possuem uma posição de crédito privilegiada no cenário internacional.
Trump também declarou que a economia norte-americana estaria em expansão, acompanhada por novos investimentos. Na mesma publicação, defendeu mudanças na política comercial dos Estados Unidos e afirmou que o país poderia arrecadar pelo menos US$ 1,5 trilhão por ano caso deixasse de negociar com países com os quais mantém déficit comercial.
“Estamos ‘carregando nas costas’ quase todos os países do mundo, e isso não pode continuar”, escreveu o presidente.
Pressão de Trump sobre o Federal Reserve
A política monetária do Fed tem sido alvo frequente de críticas de Trump desde o início de seu segundo mandato. O presidente defende juros menores como forma de reduzir o custo do crédito e estimular a atividade econômica.
A atual decisão do banco central ocorre sob a presidência de Kevin Warsh, indicado por Trump para comandar a instituição. Ele assumiu o cargo em maio para um mandato de quatro anos, após um período de atritos entre Trump e o então presidente do Fed, Jerome Powell.
Durante a gestão anterior, Trump pressionou publicamente pela redução dos juros e criticou a manutenção de taxas elevadas.
Apesar das manifestações do presidente, o Federal Reserve possui autonomia para definir a política monetária dos Estados Unidos. Entre os principais indicadores considerados pelo banco central estão a inflação, as condições do mercado de trabalho e o nível de atividade econômica.
Fed volta a elevar os juros
A decisão desta quarta-feira foi unânime e representou a primeira elevação dos juros norte-americanos desde julho de 2023. Com o aumento, foi encerrada uma sequência de cinco reuniões consecutivas em que a taxa permaneceu inalterada.
De acordo com o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), a decisão está relacionada ao chamado duplo mandato do Federal Reserve: buscar a estabilidade dos preços e promover o máximo nível de emprego.
As novas projeções divulgadas pelo Fed indicam que a maioria dos integrantes da instituição espera pelo menos mais uma elevação de 0,25 ponto percentual ainda em 2026.
A decisão ocorre em um cenário de pressão inflacionária, agravado pela alta dos preços do petróleo em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio. O Fed avaliou que a inflação permanece elevada e que os dados recentes ainda não apontam para uma melhora significativa das tendências.
“O fato é que a inflação está muito alta e já dura muito tempo”, afirmou Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve. Segundo ele, os índices de inflação registrados durante o verão norte-americano não indicam uma melhora significativa nas tendências subjacentes.
Fonte: Metrópoles
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



