O governo federal prepara uma nova etapa de testes técnicos para avaliar a possibilidade de aumentar a mistura de etanol anidro na gasolina para 35%, o chamado E35. As informações foram publicadas pelo Brasil 247, com base em reportagem da Folha de S.Paulo.
Segundo a publicação, os novos testes devem começar em setembro e terão como objetivo analisar os impactos da maior concentração de etanol no funcionamento dos motores, nos componentes dos veículos e no desempenho da frota nacional.
Antes da possível adoção da mistura E35, o governo prevê uma etapa intermediária com a gasolina contendo 32% de etanol (E32). Essa fase terá duração de 180 dias, a partir de agosto, e servirá para acompanhar o comportamento dos veículos e identificar eventuais problemas técnicos.
As avaliações devem dar atenção especial a veículos que podem apresentar maior sensibilidade ao aumento do percentual de biocombustível, como carros antigos, motocicletas movidas exclusivamente a gasolina e veículos importados com configurações específicas de fábrica.
De acordo com o Brasil 247, a ampliação da mistura está relacionada à Lei do Combustível do Futuro, sancionada em 2024, que estabelece novas diretrizes para o uso de biocombustíveis no país. A antecipação dos estudos ocorre em meio à busca por alternativas para reduzir impactos das oscilações nos preços da gasolina.
A mudança na composição do combustível depende de avaliações técnicas. Em 2025, testes realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) analisaram a mistura E30, com 30% de etanol na gasolina. Os estudos apontaram baixo índice de falhas em automóveis, mas identificaram dificuldades de partida em algumas motocicletas.
Ainda segundo a reportagem, a fase de testes do E35 deverá avaliar fatores como durabilidade dos componentes, eficiência dos motores e segurança dos veículos antes de uma eventual autorização para comercialização da nova mistura.
A ampliação do percentual de etanol também faz parte da estratégia de fortalecer a produção nacional de biocombustíveis, reduzir a dependência de combustíveis fósseis e ampliar o uso de uma fonte energética renovável produzida no Brasil.
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



