A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende adotar uma estratégia de confronto já nos primeiros programas do horário eleitoral gratuito de rádio e televisão, previsto para começar na próxima semana. A ideia é evitar que as denúncias envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, dominem a comunicação eleitoral e, em vez disso, direcionar os ataques para a trajetória política do senador Flávio Bolsonaro. As informações foram divulgadas pela jornalista Daniela Lima, em sua coluna no UOL.
Segundo um integrante da equipe de Lula, a propaganda eleitoral terá como uma das principais tarefas apresentar aos eleitores a trajetória de Flávio Bolsonaro, desde sua atuação política no Rio de Janeiro até o momento atual.
A avaliação dos aliados do presidente é que Flávio tenta se apresentar como uma versão mais moderada do bolsonarismo. Diante disso, a campanha petista pretende utilizar o horário eleitoral para confrontar essa imagem e recuperar episódios da trajetória política do senador.
Estratégia de confronto
Entre os defensores de uma postura mais ofensiva está o ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira. Segundo as informações divulgadas, ele é um dos integrantes do grupo que considera necessário partir para o confronto desde o início da campanha.
A estratégia ocorre em meio ao desgaste provocado pelas investigações envolvendo Lulinha. O filho mais velho do presidente é alvo de três inquéritos relacionados à sua atividade empresarial e também é investigado por suspeita de tráfico de influência em Brasília. A defesa nega qualquer irregularidade.
Mesmo diante da pressão, aliados de Lula avaliam que uma campanha excessivamente defensiva poderia beneficiar Flávio Bolsonaro. O senador tem explorado as acusações envolvendo Lulinha quando é questionado sobre o dinheiro que solicitou e recebeu de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
Lula terá mais tempo de propaganda
Lula terá a maior parcela do horário eleitoral gratuito entre os candidatos à Presidência. O petista contará com 5 minutos e 31 segundos de propaganda no rádio e na televisão, 1 minuto e 20 segundos a mais que Flávio Bolsonaro, conforme as informações divulgadas pela coluna.
A vantagem de tempo é considerada estratégica pela campanha, que pretende utilizar os primeiros programas para estabelecer sua narrativa e apresentar críticas ao adversário.
A participação de Lula no primeiro debate presidencial, marcado para este fim de semana na Band, é considerada praticamente descartada. Com isso, a propaganda eleitoral deverá concentrar parte importante da estratégia inicial do candidato, que terá mais tempo de exposição que Flávio Bolsonaro.
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



