Presidente propĂ”e passagem gratuita para ampliar o acesso ao lazeJer e Ă convivĂȘncia familiar; medida prevĂȘ recursos de emendas parlamentares para financiar o benefĂcio
O presidente Luiz InĂĄcio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira (21) o envio ao Congresso Nacional de uma Proposta de Emenda Ă Constituição (PEC) que prevĂȘ a gratuidade do transporte pĂșblico coletivo aos fins de semana e feriados. A iniciativa pretende ampliar o acesso da população Ă mobilidade urbana, permitindo que trabalhadores e suas famĂlias possam aproveitar os dias de descanso sem que o custo das passagens seja um obstĂĄculo.
A proposta foi apresentada em cerimĂŽnia no PalĂĄcio do Planalto, em BrasĂlia, e estĂĄ relacionada Ă defesa de melhores condiçÔes de vida para a classe trabalhadora. Lula argumenta que, com a ampliação do tempo de descanso, Ă© importante garantir tambĂ©m condiçÔes para que as pessoas possam passear, visitar parentes e participar de atividades culturais e de lazer.
Tarifa zero e o direito ao descanso
Durante a cerimĂŽnia, Lula relembrou as dificuldades que enfrentava quando trabalhava como metalĂșrgico e nem sempre tinha dinheiro para pagar a passagem de volta para casa. Ao recordar essa experiĂȘncia, o presidente destacou a realidade de brasileiros que ainda enfrentam dificuldades financeiras para se deslocar.
A proposta busca fazer com que o transporte coletivo seja um instrumento de inclusĂŁo social, facilitando o deslocamento de pessoas que dependem de ĂŽnibus e outros serviços de transporte pĂșblico para realizar suas atividades cotidianas.
A iniciativa tambĂ©m se conecta ao debate sobre a jornada de trabalho e o direito ao descanso. A ideia defendida pelo governo Ă© que os dias livres nĂŁo sejam limitados pela falta de recursos para pagar o transporte, permitindo que os trabalhadores tenham mais oportunidades de convivĂȘncia familiar e acesso Ă cidade.
Governo propÔe financiamento com emendas parlamentares
Para viabilizar a medida, a PEC estabelece a destinação de, no mĂnimo, 26,8% do montante global anual das emendas parlamentares impositivas ao financiamento da tarifa zero. Segundo as informaçÔes apresentadas pelo governo, o valor corresponde a aproximadamente R$ 11,2 bilhĂ”es em 2027.
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, explicou que a proposta busca direcionar parte dos recursos pĂșblicos jĂĄ previstos no orçamento para uma polĂtica de mobilidade urbana com impacto direto na vida da população.
Lula defendeu que uma parcela dessas verbas seja utilizada para garantir um benefĂcio coletivo, argumentando que os recursos pĂșblicos precisam atender Ă s necessidades da sociedade. O governo tambĂ©m sustenta que a indicação da fonte de financiamento busca preservar a neutralidade fiscal da medida.
Proposta depende do Congresso Nacional
Apesar do envio da PEC, a tarifa zero nacional ainda não estå em vigor. A proposta precisa ser analisada e aprovada pelo Congresso Nacional antes de se tornar uma mudança constitucional.
Lula manifestou expectativa de que os parlamentares discutam e votem a matĂ©ria ainda em 2026. A implementação dependerĂĄ da tramitação legislativa e das regras que forem estabelecidas para a execução da polĂtica.
Se aprovada, a iniciativa poderĂĄ representar uma mudança importante na mobilidade urbana brasileira, especialmente para famĂlias de baixa renda e trabalhadores que dependem do transporte coletivo. A gratuidade aos fins de semana e feriados Ă© apresentada pelo governo como uma forma de ampliar o acesso ao lazer, Ă cultura e Ă convivĂȘncia social.
Fonte: Vermelho



