Jornal TaguaCei – A cinco dias do segundo turno, campanha do presidente afirma que não há objeção às exigências do adversário, desde que ele também autorize a divulgação das informações solicitadas.
A campanha do presidente Luiz Inácio jornal TaguaCei da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (21) que não se opõe às condições apresentadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para a abertura de sigilos bancários, fiscais e telefônicos. O posicionamento ocorre após o desafio lançado por Lula durante o debate presidencial da TV Bandeirantes, realizado no último domingo (18).
Segundo Camilo Santana (PT-CE), coordenador político da campanha de Lula, o presidente está disposto a aceitar as exigências apresentadas pelo adversário, desde que Flávio também cumpra o compromisso de autorizar a divulgação das informações previstas na proposta original.
“Se não tem nada a dever, que ele cumpra o que o presidente propôs”, declarou Camilo Santana, ao comentar a contraproposta do candidato do PL.
Flávio apresenta lista de exigências
Flávio Bolsonaro afirmou que aceita autorizar a abertura de seus sigilos, mas apresentou uma série de condições para que a medida seja efetivada. Entre os pontos mencionados estão informações relacionadas a familiares de Lula, pessoas próximas ao presidente, empresas vinculadas a seus parentes e registros de despesas e atividades do governo federal.
O senador também solicitou a divulgação de informações relacionadas ao Instituto Lula, ao ex-chefe de gabinete da Presidência Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, e a despesas envolvendo o cartão corporativo da Presidência.
A proposta ampliou o debate sobre transparência patrimonial e financeira entre os dois candidatos, que disputam o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo, 25 de outubro.
Campanha de Lula promete resposta ao TSE
Camilo Santana informou que a equipe de Lula pretende protocolar nesta quinta-feira (22), às 11h, uma resposta formal ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), detalhando a posição do presidente diante das condições apresentadas pelo adversário.
A campanha petista sustenta que a abertura dos sigilos deve ocorrer com reciprocidade, de modo que os dois candidatos autorizem a divulgação das informações abrangidas pelo compromisso.
O desafio ganhou destaque na campanha após o confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro no debate da Band. Desde então, os adversários passaram a trocar cobranças públicas sobre a divulgação de dados financeiros e telefônicos, transformando a transparência em um dos temas da reta final da disputa.
A autorização anunciada pela campanha, contudo, não significa que todos os dados já tenham sido divulgados. A efetivação das medidas depende dos procedimentos formais e do alcance das autorizações apresentadas à Justiça Eleitoral.
Com o segundo turno se aproximando, o episódio acrescenta mais um capítulo à disputa entre os candidatos e coloca em evidência a cobrança por transparência e igualdade de condições na apresentação das informações ao eleitorado.
Fonte: G1
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