TaguaCei — Daniella Marques, coordenadora da área econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, defendeu a possibilidade de utilizar inteligência artificial (IA) para substituir parte dos servidores públicos. A economista questionou a necessidade de realizar novos concursos para preencher vagas abertas por aposentadorias e sugeriu que a tecnologia assuma determinadas funções administrativas e operacionais.
A declaração foi feita durante uma entrevista a um podcast em 30 de setembro. O vídeo ganhou repercussão nas redes sociais nesta semana, em meio ao debate sobre as propostas econômicas da campanha. Em outra frente, a equipe de Flávio também apresentou mudanças em políticas públicas, como a proposta de transição de dois anos para a saída de beneficiários do Bolsa Família.
“Quais carreiras administrativas e operacionais podem ser substituídas no funcionalismo público a partir de inteligência artificial? 12 milhões e meio de servidores públicos. Tudo certo, começou lá atrás. Agora, a cada cinco anos, cada ano, vai aposentando 20%. E aí, substitui, faz outro concurso pra gente pagar? Ou dá pra ir substituindo por inteligência artificial no tempo?”, afirmou Daniella.
A economista já havia abordado o assunto em 6 de agosto, durante participação no programa Pânico, da Jovem Pan. Na ocasião, questionou quais carreiras administrativas poderiam ser substituídas pela tecnologia nos cinco ou dez anos seguintes. Segundo ela, a adoção da inteligência artificial poderia contribuir para reduzir os custos da máquina pública.
Em agosto, durante o 25º Fórum Empresarial do Grupo Lide, Daniella voltou a defender a revisão de funções administrativas e operacionais diante do avanço das ferramentas de IA. A proposta foi apresentada como parte de uma estratégia de enxugamento da estrutura estatal.
As declarações colocam em discussão os possíveis efeitos da automação sobre o serviço público, incluindo a reposição de profissionais aposentados e o futuro de determinadas carreiras. A eventual substituição de servidores por sistemas de inteligência artificial dependeria da natureza das funções, das condições de implementação e das decisões administrativas e legais aplicáveis.
Fonte: Metrópoles



