A reforma e reestruturação da Praça dos Três Poderes tem previsão de ser concluída em julho do ano que vem, um trabalho que custará R$ 22 milhões. Os recursos deverão ser captados junto a empresas privadas pela Lei Rouanet. As informações foram dadas, ontem, em coletiva de imprensa, pelo presidente Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Leandro Grass.
Ele lembrou que essa ação é uma entre outras parcerias acertadas entre o órgão e o GDF. As duas instituições têm previsto também atuar, conjuntamente, na restauração do Catetinho e do Museu Vivo da Memória Candanga. O primeiro deverá receber R$ 500 mil e o outro R$ 200 mil. Esses montantes servirão para contratar os projeto que orientarão as obras posteriormente.
Nas melhorias para a praça está definido que serão recuperados o piso e os espaços Lucio Costa — onde está a maquete de Brasília — e o Museu da Cidade. Também será realizada a modernização de bancos e a iluminação de monumentos, além da instalação de rampas de acessibilidade e de piso tátil para pessoas com limitações físicas e visuais, respectivamente. O processo ainda contempla drenagem, sinalização, ativação de câmeras de segurança, entre outras providências.
Retomada
“A Praça dos Três Poderes deve simbolizar paz, não terror e medo. A intenção em restaurá-la é que a praça volte a ser ocupada pela população”, disse Leandro Grass, afirmando que o tombamento não significa que Brasília está engessada. Segundo ele, a defesa do patrimônio e o desenvolvimento econômico devem caminhar juntos.
De acordo o presidente do Iphan, por uma consulta pública realizada no ano passado, verificou-se que os visitantes do local reclamavam, principalmente, de falhas em acessibilidade e em segurança. O levantamento também apontou a necessidade de haver um mobiliário urbano (bancos e pontos com sombra) adequados à realidade do espaço e de seus usuários, e uma maior quantidade de lixeiras e de bebedouros.
Grass comentou que devido aos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro e a um ataque com explosivos contra o Supremo Tribunal Federal, em novembro do ano passado, foi necessário lançar mão de grades de ferro para proteger monumentos e sedes. A medida foi criticada, segundo ele, por urbanistas. Por isso, como explicou buscou-se opções que permitissem soluções para superar o desafio de manter a identidade da praça com instrumentos de proteção. O coordenador técnico do Iphan, Maurício Goulart, explicou que, nesse sentido o projeto de reforma foi preparado de modo que as inovações — assentos públicos, bicicletário, luminárias — não se transformem em armas.
Com informações do Correio Braziliense
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