Dólar abre em alta nesta terça e vai para R$ 5,18 após ata do Copom

Moeda norte-americana avançou após divulgação do documento do Banco Central, enquanto investidores monitoram os efeitos da guerra no Oriente Médio

O dólar operou em alta na manhã desta terça-feira (23/6), impulsionado pela repercussão da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e pelo cenário internacional marcado pelas tensões no Oriente Médio.

Por volta das 13h, a moeda era negociada a R$ 5,18, com alta de 0,78%. A valorização da moeda americana ocorreu em meio à busca dos investidores por ativos considerados mais seguros diante das incertezas globais.

Na ata divulgada pelo Banco Central, o Copom destacou que o ambiente externo segue adverso para economias emergentes. O documento aponta que os conflitos no Oriente Médio, somados às incertezas sobre a política econômica dos Estados Unidos, têm ampliado a volatilidade dos mercados financeiros e pressionado os preços das commodities em nível global.

A avaliação do comitê foi interpretada pelo mercado como um sinal de manutenção da cautela na condução da política monetária. Como consequência, investidores buscaram proteção na moeda americana, contribuindo para a valorização do dólar frente a diversas divisas internacionais.

O movimento também foi observado no índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de seis moedas relevantes. O indicador avançava 0,27%, alcançando 101,29 pontos. Entre moedas de países emergentes, o dólar registrava alta de 0,71% em relação ao peso mexicano, e de 0,51% frente ao rand sul-africano.

B3 em alta nesta terça-feira

Apesar da valorização da moeda norte-americana, o mercado acionário brasileiro apresentou desempenho positivo. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), subia 0,22% por volta das 12h55, aos 170.767 pontos.

Na ata do Copom, o Banco Central manteve a avaliação de que os riscos para a inflação permanecem predominantemente altistas, ou seja, com expectativa de aumento.

Entre os fatores de preocupação estão a persistência da inflação de serviços, a desancoragem das expectativas do mercado, eventuais estímulos que possam aquecer excessivamente a economia e possíveis pressões sobre a taxa de câmbio.

As projeções oficiais da autoridade monetária indicam que a inflação deverá encerrar 2026 em 5,2%, acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Para o quarto trimestre de 2027, considerado o horizonte mais relevante para a política monetária, a estimativa é de 3,7%.

*Estagiário sob a supervisão de Victor Correi

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