Taguacei– O jornal O Estado de S. Paulo publicou nesta quinta-feira (23) um editorial em que faz duras críticas ao senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmando que o parlamentar reproduz a mesma estratégia utilizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro de desacreditar, sem provas, o sistema eleitoral brasileiro.
Segundo o editorial, Flávio voltou a levantar suspeitas sobre as urnas eletrônicas durante um encontro com diplomatas estrangeiros em Brasília, ocasião em que solicitou o envio do maior número possível de observadores internacionais para acompanhar as eleições de outubro. Na oportunidade, o senador também alegou que as urnas brasileiras teriam relação com equipamentos utilizados na Venezuela, afirmação desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O Estadão destaca que o TSE já esclareceu oficialmente que nenhuma tecnologia da empresa Smartmatic, citada por Flávio Bolsonaro, integra o sistema eleitoral brasileiro. Conforme a Justiça Eleitoral, todo o processo de votação eletrônica é desenvolvido, administrado e auditado pelo próprio tribunal, utilizando tecnologia nacional e mecanismos de fiscalização acessíveis a partidos políticos, instituições e especialistas.
No texto, o jornal sustenta que a estratégia de lançar dúvidas sobre as eleições sem apresentar evidências faz parte do que chama de “manual do golpista moderno”: insinuar fraudes, alimentar desconfiança pública e, posteriormente, negar que tenha acusado diretamente o sistema eleitoral. O editorial estabelece um paralelo entre a postura de Flávio Bolsonaro, a atuação política de seu pai e as alegações feitas pelo presidente norte-americano Donald Trump após as eleições dos Estados Unidos.
Outro ponto abordado pelo Estadão é a declaração de Flávio Bolsonaro aos diplomatas de que Jair Bolsonaro estaria preso em razão de uma reunião realizada com embaixadores em 2022. O jornal argumenta que essa versão omite o contexto das investigações e da condenação do ex-presidente relacionadas à tentativa de ruptura da ordem democrática, classificando a narrativa como uma distorção dos fatos.
O editorial também recorda declarações anteriores do senador sobre a possibilidade de descumprimento de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) em um eventual governo apoiado pelo bolsonarismo, afirmando que esse tipo de posicionamento reforça preocupações quanto ao compromisso com as instituições democráticas.
Ao concluir sua análise, o Estadão afirma que é preocupante que, em pleno processo eleitoral de 2026, ainda seja necessário rebater alegações sem comprovação sobre a segurança das urnas eletrônicas. Para o jornal, o debate político deveria estar concentrado em propostas para enfrentar os desafios econômicos e sociais do país, e não em questionamentos já respondidos pelas autoridades eleitorais.
taguacei
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem de informações e edição humana antes de sua publicação.



