TaguaCei — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a atuação da Meta, empresa responsável por plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp, durante uma transmissão ao vivo com o deputado federal André Janones (Rede-MG), realizada na quinta-feira (22). Na conversa, Lula afirmou que as empresas de tecnologia não podem usar seu poder para enganar a população. Segundo a CartaCapital, essa foi a primeira vez que o presidente participou de uma transmissão ao vivo nesse formato.
A declaração ocorre em meio às discussões sobre o papel das plataformas digitais nas eleições de 2026. A campanha petista também questionou o funcionamento dos algoritmos da Meta e pediu providências à Justiça Eleitoral, diante de suspeitas de tratamento desigual entre candidaturas.
Lula questiona o poder das plataformas digitais
A transmissão com Janones faz parte da estratégia de comunicação digital dos apoiadores de Lula na reta final da campanha eleitoral. O deputado utiliza as redes sociais para divulgar mensagens políticas, mobilizar apoiadores e ampliar o alcance dos conteúdos favoráveis ao presidente.
As críticas à Meta se inserem em um debate mais amplo sobre a responsabilidade das empresas de tecnologia na circulação de informações, na moderação de conteúdos e no combate à desinformação. Durante períodos eleitorais, essas plataformas se tornam importantes canais de divulgação de propostas e de disputa pela atenção dos eleitores.
A atuação das empresas de tecnologia também está sob discussão na Justiça Eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral cobrou explicações da Meta sobre o tratamento dado às campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro, em meio a questionamentos sobre a igualdade de condições no ambiente digital.
Campanhas intensificam presença nas redes
Na reta final do segundo turno, as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro (PL) ampliam a atuação nas redes sociais para divulgar mensagens, responder a adversários e mobilizar eleitores.
A participação de Lula na live com Janones reforça a aposta na comunicação direta com o público por meio de transmissões digitais. Vídeos, publicações e aplicativos de mensagens tornaram-se ferramentas importantes para alcançar diferentes segmentos do eleitorado.
O debate sobre as plataformas envolve ainda a transparência dos algoritmos, os critérios de recomendação de conteúdo e a responsabilidade das empresas na prevenção da desinformação. Eventuais irregularidades, contudo, dependem da análise das autoridades competentes e das evidências apresentadas.
Fonte: CartaCapital.



