TaguaCei — O Conselho de Paz criado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou um plano de US$ 2,45 bilhões para financiar a recuperação inicial da Faixa de Gaza. O valor, equivalente a cerca de R$ 12,5 bilhões, foi anunciado nesta quarta-feira (23) durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A iniciativa ocorre em meio às discussões internacionais sobre o futuro do território palestino e aos debates sobre a situação em Gaza.
Apesar do montante anunciado inicialmente, a própria estimativa do Conselho de Paz indica que serão necessários US$ 71,4 bilhões ao longo da próxima década para a recuperação de Gaza.
O financiamento inicial será distribuído entre 66 programas voltados a diferentes áreas, incluindo construção de moradias, geração de energia e coleta de resíduos.
Plano prevê ações de longo prazo
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que a recuperação do território deverá ser tratada como um projeto de longo prazo.
“Obviamente, trata-se de um projeto de longo prazo. Não é algo que possa ser realizado em seis meses. Mas, pelo menos, oferece esperança às pessoas. Mostra o futuro que as aguarda, caso todos façam a sua parte”, declarou.
O plano apresentado pelo Conselho de Paz prevê investimentos graduais em infraestrutura e serviços considerados necessários para a reconstrução do território.
A diferença entre os US$ 2,45 bilhões anunciados inicialmente e os US$ 71,4 bilhões estimados para a próxima década indica que o primeiro aporte representa apenas uma parcela dos recursos calculados para o processo de reconstrução.
Conselho foi criado no contexto do acordo com o Hamas
A criação do Conselho de Paz fez parte do acordo firmado com o Hamas para buscar o encerramento da guerra em Gaza.
Entre as atribuições previstas para o órgão está a condução de um plano gradual para a retirada das tropas israelenses do território palestino.
A iniciativa reúne países como Israel, Catar, Arábia Saudita, Turquia e Egito. Ao todo, 60 países foram convidados a participar do conselho.
O governo brasileiro, no entanto, não aderiu à iniciativa. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condicionou a participação brasileira à presença de representantes palestinos no órgão.
O Brasil também vem defendendo, em fóruns internacionais, a necessidade de uma solução política para o conflito e de medidas voltadas à proteção da população civil palestina.
Conflito ainda afeta a população
Embora o acordo tenha estabelecido um cessar-fogo, o cenário na região continua sendo marcado por ataques e pela destruição de infraestrutura.
A reconstrução de Gaza envolve, portanto, não apenas a recuperação de imóveis e serviços básicos, mas também questões relacionadas à segurança, à governança do território e ao futuro político da população palestina.
O plano do Conselho de Paz deverá depender da participação de diferentes governos e organizações internacionais para alcançar o volume de recursos estimado para os próximos dez anos.
A proposta apresentada na ONU coloca a reconstrução de Gaza entre os principais temas das discussões internacionais sobre o conflito entre israelenses e palestinos.
Fonte: Metrópoles



