Candidatos a deputado distrital buscam votos de eleitores indecisos na reta final

Candidatos a deputado distrital aparecem em montagem referente à pesquisa eleitoral para a Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Foto: Davi Pereira/CB/D.A Press, Reprodução/CLDF e Ed Alves/CB/D.A Press

TaguaCei — A reta final das eleições 2026 para a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) é marcada pela busca dos candidatos por eleitores que ainda não definiram o voto. Na quarta rodada da pesquisa Correio/Opinião Inteligência Política, Max Maciel (PSol) apareceu com 2,3% das intenções na consulta espontânea, seguido por Jaqueline Silva (MDB) e Chico Vigilante (PT), ambos com 2,03%. O levantamento mostra ainda que a disputa proporcional envolve não apenas a votação individual, mas também o desempenho das legendas e federações.

A consulta espontânea é aquela em que o entrevistador não apresenta uma lista de candidatos. Nesse cenário, Max Maciel, que busca a reeleição, passou de 1,4% na rodada anterior para 2,3% nesta edição. Em declaração ao Correio, o parlamentar atribuiu o resultado à presença da campanha nas ruas e afirmou que pretende continuar buscando os eleitores indecisos.

“Sem dúvida nenhuma, isso é reflexo de que nosso trabalho está chegando nas pessoas e sendo reconhecido”, afirmou Maciel. Segundo ele, a pesquisa representa um retrato do momento e não define o resultado da eleição.

O candidato também disse que continuará realizando atividades de campanha até o fim do período eleitoral, com foco na fidelização dos votos já conquistados e na busca por novos eleitores.

Jaqueline e Chico aparecem empatados

Jaqueline Silva, do MDB, registrou 2,03% das intenções de voto e também comentou o resultado com cautela. A parlamentar afirmou que considera positiva a lembrança de seu nome, mas ressaltou que a eleição ainda está em aberto e que o levantamento representa uma fotografia do período em que os eleitores foram entrevistados.

Jaqueline e Chico Vigilante aparecem empatados na segunda colocação da consulta espontânea. O deputado do PT também celebrou o resultado e afirmou que os números aumentam a responsabilidade em relação ao trabalho realizado na CLDF.

Em declarações ao Correio, Chico citou como prioridades para um eventual novo mandato temas relacionados à população idosa, à mobilidade e à saúde. O parlamentar também tem utilizado a campanha para apresentar propostas e destacar sua atuação na Câmara Legislativa. O histórico eleitoral de Chico Vigilante já foi acompanhado pelo TaguaCei em levantamentos anteriores.

Outros nomes citados

Eduardo Pedrosa (União) aparece na sequência, com 1,68%.

Joaquim Roriz Neto (PL), Robério Negreiros (Podemos) e Léo Goleiro (PP) registraram 1,5% cada.

Ricardo Vale (PT), atual vice-presidente da CLDF e candidato à reeleição, aparece com 1,15%. O TaguaCei já publicou informações sobre a campanha de Ricardo Vale e sobre suas propostas para um eventual novo mandato.

Cláudio Abrantes (União), ex-secretário de Cultura, e Pepa (PP), líder do governo na Câmara Legislativa, aparecem empatados com 1,06%.

Corpo a corpo pode influenciar lembrança dos candidatos

Para Ariel Calmon, mestre em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB), a movimentação dos candidatos nas ruas pode contribuir para aumentar a lembrança espontânea dos nomes na reta final.

Segundo o cientista político, a maior exposição dos candidatos, a mobilização territorial e a atuação junto a grupos específicos podem fazer com que eleitores que ainda não decidiram o voto passem a lembrar de determinados nomes.

O caso de Max Maciel é citado como exemplo: na terceira rodada, ele aparecia na sexta colocação, com 1,4%, e passou para a primeira posição nesta edição, com 2,3%.

Calmon, porém, chama atenção para uma característica própria das eleições proporcionais: a votação individual não é o único fator considerado para a distribuição das cadeiras.

Quociente eleitoral interfere na composição da CLDF

Na eleição para deputado distrital, os votos recebidos pelos candidatos são contabilizados dentro do sistema proporcional. Por isso, além da votação individual, o desempenho dos partidos e das federações influencia a distribuição das 24 cadeiras da Câmara Legislativa.

De acordo com as projeções apresentadas pela pesquisa, a federação União Progressista, formada por União e PP, concentra 21,2% das citações nominais e projeta sete cadeiras.

A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, aparece com 13,2% e projeta quatro vagas. MDB e PL registram 11,2% e 10,3%, respectivamente, com projeção de três cadeiras para cada legenda.

Republicanos e a federação PSol/Rede aparecem com 8,2% e 7,1% das citações, respectivamente, e projetam duas vagas cada.

Podemos, Mobiliza e PSD registram 5,9%, 5,5% e 4,6%, respectivamente, e aparecem com projeção de uma cadeira cada.

O desempenho das bancadas é acompanhado de perto pelas candidaturas, já que a composição partidária interfere na distribuição das cadeiras. A disputa eleitoral no DF também inclui as corridas para o Governo do Distrito Federal, Senado e Câmara dos Deputados.

Pesquisa ouviu 1.132 eleitores

A quarta rodada da pesquisa Correio/Opinião Inteligência Política foi realizada presencialmente entre 17 e 19 de setembro, em 31 regiões administrativas do Distrito Federal.

Foram entrevistados 1.132 eleitores com 16 anos ou mais. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número DF03622/2026.

A consulta representa o cenário observado no período das entrevistas e não constitui previsão do resultado eleitoral. A votação para deputado distrital ocorre em 4 de outubro.

O TaguaCei também acompanha outros levantamentos sobre a eleição no Distrito Federal, como a pesquisa Quaest sobre a disputa pelo GDF, divulgada nesta semana.

Fonte: Correio Braziliense

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