Irã rejeita plano de paz dos EUA e apresenta contraproposta

Anúncio foi feito nesta quarta-feira (25/3) pela mídia estatal iraniana Press TV

O Irã rejeitou a proposta do governo dos Estados Unidos de paz no Oriente Médio e apresentou uma contraproposta. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (25/3) pela rede estatal Press TV.

“O Irã encerrará a guerra quando decidir fazê-lo e quando suas próprias condições forem atendidas”, informou o governo do Irã, segundo a Press TV.

O comunicado iraniano afirma que o país do Oriente Médio recebeu a proposta através de um “mediador regional amigável“, e que irá continuar com suas ações de defesa contra os EUA e Israel.Play Video

O governo iraniano afirmou que os EUA requisitaram negociações com o país e apresentaram propostas “excessivas e inconsistentes com a realidade da derrota estadunidense no campo de batalha”, e alegou que não irá permitir que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determine o fim da guerra por conta própria.

O Irã afirma que “a defesa do país irá continuar até as seguintes condições serem atingidas”:

  • Fim da agressão e de atos de assassinato dos “inimigos”;
  • Condições objetivas sejam estabelecidas para que a guerra não ocorra novamente;
  • O pagamento e as reparações de danos da guerra estejam claramente garantidas e determinadas; e
  • O fim da guerra seja implementado ao longo de todas as frentes e para todos os grupos de resistência envolvido no conflito na região;

O comunicado ainda alega que o “exercício de soberania do Irã sobre o Estreito de Ormuz é legal juridicamente e natural”.

Plano de paz dos EUA

O plano de 15 pontos apresentado pelos Estados Unidos ao Irã ainda não foi detalhado oficialmente. Porém, o jornal americano The New York Times especificou alguns pontos.

Segundo a reportagem, entre medidas propostas está a previsão de um cessar-fogo de 30 dias para permitir negociações. A proposta também inclui o compromisso do Irã de nunca desenvolver armas nucleares, além da limitação no alcance e na quantidade de seus mísseis.

Outro ponto importante é a desativação de instalações nucleares estratégicas, como as usinas de enriquecimento de urânio de Natanz, Isfahan e Fordow.

O plano ainda prevê a criação de uma zona marítima livre para o comércio no Estreito de Ormuz.

Com informações do Metrópoles

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