BRB poderá cobrar de ex-dirigentes eventuais prejuízos relacionados ao Master/Reag

TaguaCei — O Banco de Brasília (BRB) poderá entrar na Justiça para cobrar eventuais prejuízos causados por ex-administradores em decisões relacionadas às operações com o ecossistema Master/Reag. A autorização foi aprovada por maioria de votos durante Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada na segunda-feira (24). A medida ocorre em meio às investigações sobre supostas fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master. Fonte: Correio Braziliense.

A Reag Investimentos, que fazia parte do grupo ligado ao Banco Master, também foi liquidada pelo Banco Central.

O presidente do BRB, Nelson de Souza, afirmou que a aprovação da medida é necessária para que a instituição possa buscar reparação civil caso sejam identificadas ações ou omissões de antigos gestores que tenham causado prejuízos ao banco.

A autorização permite que o BRB adote medidas judiciais caso as investigações apontem condutas de ex-administradores que tenham provocado danos ao patrimônio da instituição. A decisão, porém, não significa que os responsáveis já tenham sido identificados ou que tenha sido comprovada a existência de irregularidades cometidas por essas pessoas.

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), apoiou a decisão e afirmou que eventuais responsáveis por prejuízos devem responder pelos atos praticados.

“Quem fez coisa errada tem que ser responsabilizado. As pessoas que tomaram decisões erradas, que causaram um prejuízo a toda a população do Distrito Federal, precisam ser punidas”, declarou.

Celina também informou que a medida foi acompanhada pela Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF). Segundo ela, quem tiver provocado prejuízos ao banco deverá responder por seus atos.

Base legal

Segundo o BRB, a autorização aprovada na assembleia está fundamentada no artigo 159 da Lei nº 6.404/1976, que prevê a possibilidade de uma companhia buscar judicialmente a reparação por prejuízos provocados por seus administradores.

Em nota, o banco afirmou que a deliberação é necessária para dar continuidade às apurações de responsabilidade conduzidas pela Polícia Federal e por outros órgãos de investigação.

A instituição também declarou que a medida reforça seu compromisso com a transparência e com as práticas de governança, além de representar uma iniciativa para proteger os interesses dos acionistas e buscar a recomposição de eventuais danos ao patrimônio do banco.

O BRB ressaltou ainda que as decisões relacionadas aos investimentos de sua carteira são tomadas com base em critérios técnicos e regulatórios, considerando a proteção dos interesses dos acionistas e demais envolvidos e observando as normas aplicáveis ao mercado de capitais.

Investigações

A decisão ocorre em meio às investigações da Polícia Federal sobre operações relacionadas ao Banco Master e à Reag. Na última semana, a PF solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prorrogação, por mais 60 dias, do primeiro inquérito que apura as suspeitas de fraude envolvendo o Banco Master.

O pedido foi encaminhado ao ministro André Mendonça após os investigadores identificarem novos possíveis envolvidos no esquema. A Operação Compliance Zero, que investiga as irregularidades, foi dividida em diferentes frentes.

Nesta primeira etapa, as investigações têm como foco a aquisição, pelo BRB, de títulos considerados sem lastro.

Entre os investigados estão Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master; Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB; e diretores da instituição financeira.

Paulo Henrique Costa está preso desde 16 de abril, no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda.

O ex-presidente do BRB foi afastado do cargo em novembro de 2025 pelo então governador Ibaneis Rocha, após a primeira fase da Operação Compliance Zero. Desde então, ele passou a ser investigado por suspeitas relacionadas ao cumprimento de normas de governança e à autorização de operações envolvendo o Banco Master, entre elas a aquisição de ativos apontados como sem lastro.

Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.

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