TaguaCei — O filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a campanha eleitoral de 2018, ainda não está autorizado para ser exibido nos cinemas brasileiros. Embora tenha obtido o Registro de Obra Estrangeira (ROE) da Agência Nacional do Cinema (Ancine), a produção precisa cumprir outras etapas antes de chegar às salas do país.
A Ancine concedeu o registro em 7 de agosto, aproximadamente um mês e meio depois de receber o primeiro pedido, apresentado em 22 de junho. O ROE é obrigatório para a exploração comercial de obras estrangeiras no Brasil, mas não autoriza, sozinho, a exibição do filme nos cinemas.
Certificado de Registro de Título
O próximo procedimento é a distribuidora Europa Filmes solicitar o Certificado de Registro de Título (CRT), documento necessário para a exibição e a comercialização da produção nos segmentos regulados pela Ancine.
Segundo a agência, a distribuidora ainda não apresentou o pedido para emissão do certificado.
Wilson Feitosa, diretor da Europa Filmes, afirmou ao Metrópoles que a empresa ainda não estabeleceu uma data para fazer a solicitação.
“Não temos prazo para solicitar. Estaremos fazendo no momento certo”, declarou.
Depois da obtenção do CRT, a produção também deverá passar pelo processo de classificação indicativa do Ministério da Justiça.
Com as etapas burocráticas concluídas, a distribuidora ainda terá que definir a estratégia de lançamento e negociar a presença do filme nas salas de cinema brasileiras.
Quem estará no elenco
Dark Horse tem o ator Jim Caviezel no papel de Jair Bolsonaro. A produção também conta com Camille Guaty, que interpreta Michelle Bolsonaro, além de Edward Finlay, Sergio Barreto e Marcus Ornellas, nos papéis de Eduardo, Carlos e Flávio Bolsonaro, respectivamente.
A previsão informada para a estreia do filme é 11 de setembro.
Ancine mantém investigação sobre filmagens
Paralelamente ao processo de registro, a Ancine mantém uma investigação sobre as filmagens de Dark Horse realizadas no Brasil.
O órgão apura uma denúncia de que a produção estrangeira teria sido filmada em território brasileiro sem a comunicação prévia exigida. Essa investigação é independente do procedimento que levou à concessão do ROE.
A Polícia Federal também solicitou informações à Ancine sobre o filme. Entre os questionamentos estão a identificação das pessoas físicas e jurídicas ligadas à produção, como produtores, coprodutores, distribuidoras e representantes legais.
A PF também pediu esclarecimentos sobre a situação jurídica da produção, o cronograma de execução, a comunicação das filmagens e eventuais procedimentos administrativos relacionados ao longa.
Outro ponto investigado é se Dark Horse recebeu incentivos fiscais, recursos públicos federais ou outros benefícios vinculados às políticas públicas de financiamento do setor audiovisual.
A investigação da Polícia Federal foi aberta após a divulgação de mensagens atribuídas ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo as informações divulgadas, o político teria solicitado dinheiro ao empresário para financiar a produção.
Fonte: Metrópoles.
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



