TaguaCei — A atriz Regina Casé revelou que o espetáculo Viva! Vida!, em cartaz no CCBB Brasília nesta quarta-feira (26) e quinta-feira (27), é o primeiro projeto de sua carreira realizado com apoio da Lei Rouanet. Aos 72 anos e com cerca de cinco décadas dedicadas à arte, ela afirmou que nunca havia recorrido anteriormente ao mecanismo de incentivo cultural.
Em entrevista ao Metrópoles, Regina contou que, apesar de nunca ter utilizado a Lei Rouanet, é criticada há anos por supostamente se beneficiar do mecanismo.
“Eu sou atacada há anos [com pessoas] me dizendo: ‘Ah, também, com a Lei Rouanet’. Eu nunca usei Rouanet”, afirmou.
A atriz também defendeu a importância do incentivo para ampliar o acesso da população à cultura. Em Brasília, as apresentações de Viva! Vida! são gratuitas e têm capacidade para mil espectadores por sessão.
“Poxa, fazendo hoje para mil pessoas, amanhã para mil pessoas, depois de amanhã para mil pessoas de graça, é uma maravilha”, declarou.
Espetáculo aborda relação com a natureza
Criado a partir de conversas de Regina Casé com o marido, Estêvão Ciavatta, e pesquisadores ligados às questões climáticas e à sustentabilidade, Viva! Vida! aborda a relação dos seres humanos com o planeta.
A montagem também reúne conhecimentos científicos e saberes de diferentes culturas, além de abordar temas como tecnologia, inteligência artificial e hiperconectividade.
“Eu vou descobrir junto com o público um monte de coisas que estão embaixo do nosso nariz e que a gente não se dá conta”, explicou Regina.
A atriz afirmou ainda que não considera os celulares ou os avanços científicos inimigos da humanidade. Para ela, o debate está relacionado à maneira como as pessoas enxergam a própria relação com a natureza.
“O celular é genial. As descobertas científicas e da medicina são geniais. Os cientistas fazem coisas geniais, mas a gente não pode achar que nós somos muito mais incríveis que uma onça, que a onça não tem celular”, disse.
Trajetória na televisão, cinema e teatro
Ao comentar a própria carreira, Regina afirmou que a passagem pela televisão, pelo cinema e pelo teatro não foi resultado de um planejamento para ocupar diferentes funções.
A atriz lembrou sua experiência como apresentadora e as viagens pelo país, que, segundo ela, ajudaram a mostrar personagens e manifestações culturais que estavam fora do centro da mídia.
“O que sempre me move para fazer alguma coisa é aquela sensação de que aquilo precisa ser dito, aquilo precisa ser mostrado. Eu não pensava: ‘Vou ser apresentadora’. Eu me considero uma atriz”, afirmou.
Segundo Regina, assumir a função de apresentadora foi uma forma de mostrar aquilo que considerava importante naquele momento.
“Eu preciso ser apresentadora para apresentar tudo aquilo que eu acho que era o que estava acontecendo de mais legal no Brasil naquele momento”, acrescentou.
Improviso e interação com o público
No monólogo, Regina também aposta no improviso e na interação com a plateia, incluindo as crianças. Para ela, a imprevisibilidade é uma das principais características do teatro.
“Acontece uma coisa incrível ali na hora, porque eu estou me arriscando para caramba. Eu não sei o que vai acontecer. Eu tenho uma interação o tempo todo com a plateia”, afirmou.
Serviço
Viva! Vida! com Regina Casé
Data: 26 e 27 de agosto
Horário: 19h
Local: CCBB Brasília
Entrada: gratuita
Fonte: Metrópoles.
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



