“Atualização da equipe: O tempo agora é favorável. Acabo de confirmar com o Centcom (Comando Central dos EUA) que lançaremos a missão”, escreveu o secretário da Defesa americano, Pete Hegseth, no Houthi PC small group, um grupo do aplicativo de mensagens Signal que era frequentado por 19 membros, entre eles, além de Hegseth, o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance; Michael Waltz, conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca; e John Ratcliffe, diretor da Agência Central de Inteligência (CIA). Hegseth acrescentou, duas horas e meia depois: “Ataques de drones (isso é, quando as primeiras bombas caírem)”.
O secretário da Defesa e os demais integrantes do grupo não se deram conta de que, no meio deles, havia um jornalista adicionado por engano. O plano do ataque aos rebeldes separatistas huthis, do Iêmen, ocorrido em 15 de março, foi exposto pela revista The Atlantic, da qual o “intruso” Jeffrey Goldberg é o editor-chefe. A publicação das telas intensificou a pressão sobre a Casa Branca e as cobranças de renúncia de Hegseth. Também produziu uma “corrida” das autoridades para tentarem minimizar o incidente.
O Conselho de Segurança Nacional, o Gabinete do Conselho da Casa Branca e a equipe do executivo Elon Musk — chefe do Departamento de Eficiência Governamental — investigam como Goldberg foi adicionado ao grupo do Signal. “Elon Musk ofereceu-se para colocar seus especialistas técnicos nisso para descobrir como esse número foi inadvertidamente aceito na conversa”, declarou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.
O presidente Donald Trump buscou se distanciar do escândalo e levantou a hipótese de “defeito” no aplicativo Signal. Ao ser questionado por repórteres se as informações vazadas não eram confidenciais, ele respondeu: “Foi o que ouvi, não sei, não estou certo, você tem que perguntar às muitas pessoas envolvidas”. O republicano disse que pretende descobrir “se há algum erro ou se o Signal não funciona”. “Pode ser que o Signal não seja uma empresa muito boa. (…) Acho que o Signal pode ser defeituoso, para ser honesto com vocês. Usamos o Signal, todo mundo usa o Signal, mas pode ser uma plataforma defeituosa, e vamos ter que descobrir isso”, acrescentou.
Trump responsabilizou Waltz por ter criado um grupo no Signal e incluído Goldberg sem perceber e procurou isentar Hegseth. “Foi Mike (Waltz), eu acho, não sei. (…) Como vocês trazem Hegseth para isso? Ele nada tem a ver com isso. Tudo isso é uma caça às bruxas”, disse. A Casa Branca confirmou que o presidente leu as mensagens no Houthi PC small group. O chefe do Pentágono se defendeu e afirmou que fez o seu trabalho ao transmitir “informações em tempo real” sobre o ataque ao Iêmen.
Parece não ter sido o suficiente para reduzir a pressão. “Pete Hegseth deve ser demitido imediatamente se não tiver coragem de reconhecer seu erro e renunciar”, afirmou à rede de TV CNN o líder democrata na Câmara dos Representantes, Hakeem Jeffries. A também democrata Tammy Duckworth, integrante do Comitê de Serviços Armados do Senado, chamou o secretário da Defesa de mentiroso. “Trata-se claramente de informações classificadas, que vazaram por negligência”, declarou, em alusão a uma publicação de Hegseth na rede social X, em que ele cita “planos de guerra realmente medíocres”.
Cuidado
“As comunicações ultrassecretas devem ser transmitidas com o máximo cuidado e segurança, para prevenir acesso não autorizado e proteger informações confidenciais de ameaças em potencial”, declarou ao Correio Scott J. White, professor associado e vice-diretor do Instituto de Pesquisa sobre Privacidade e Cibersegurança da Universidade George Washington, em Washington D.C.
A reportagem publicada pela The Atlantic, ontem, apresenta as capturas de tela de mensagens de Hegseth. Duas horas depois do cronograma elencado pelo secretário da Defesa nas mensagens, houve o bombardeio ao Iêmen. Também ontem, ao conceder entrevista para o apresentador de podcast Vince Coglianese, Trump garantiu que “não havia detalhes” na troca de informações. “Não havia nada ali que comprometesse e não teve impacto no ataque, que foi um grande sucesso”, comemorou.
J.D. Vance acusou a The Atlantic de superdimensionar a história. “Sem localizações, sem fontes ou métodos. Sem planos de guerra”, reagiu Waltz. Na segunda-feira, ele admitiu ter criado o grupo no Signal. O secretário de Estado, Marco Rubio, reconheceu que “alguém cometeu um grande erro” ao incluir Goldberg no grupo e explicou que o espaço foi aberto para a coordenação de comunicações.
Com informações do Correio Braziliense
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