Empresária de Taguatinga perde quase R$ 90 mil em golpe que simulou audiência judicial

TaguaCei — Uma empresária de Taguatinga, no Distrito Federal, perdeu quase R$ 90 mil após ser vítima de um golpe aplicado por criminosos que se passaram por seu advogado. Usando a foto do profissional e informações verdadeiras sobre um processo judicial, os golpistas simularam uma audiência online e convenceram a vítima a realizar empréstimos, transferências e operações financeiras.

A vítima, Jaqueline Alves, recebeu o contato por meio de um número desconhecido no WhatsApp. Como o perfil utilizava a fotografia de seu advogado e os criminosos demonstravam conhecer detalhes de uma ação judicial movida por ela contra uma empresa, a empresária acreditou que estava realmente conversando com seu defensor.

Segundo Jaqueline, a abordagem foi elaborada de maneira convincente. Ela relatou, em vídeo publicado nas redes sociais, que os criminosos tinham acesso a informações do processo e utilizaram a imagem de seu advogado para marcar uma suposta audiência.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB/DF), Paulo Maurício Siqueira, explicou que esse tipo de fraude utiliza dados disponíveis publicamente na internet para construir uma abordagem capaz de enganar as vítimas.

De acordo com Siqueira, informações como nomes das partes, número do processo e identificação dos advogados podem ser cruzadas pelos criminosos para criar uma situação aparentemente legítima. A técnica, conhecida como engenharia social, explora justamente a confiança da vítima.

Durante a falsa audiência, Jaqueline foi orientada a realizar uma série de operações financeiras. Convencida de que os valores seriam devolvidos ao final do suposto procedimento judicial, ela contratou empréstimos, solicitou cartões de crédito e fez transferências via Pix.

Mesmo tendo questionado algumas das orientações recebidas, a empresária foi tranquilizada pelo falso advogado, que afirmou que o dinheiro retornaria para sua conta depois que a audiência fosse concluída.

Para Paulo Maurício Siqueira, os criminosos também exploram o sentimento de urgência. Segundo ele, golpes desse tipo têm se tornado mais sofisticados e costumam envolver situações relacionadas à liberação de dinheiro, pagamento de custas ou realização imediata de operações financeiras.

Golpe foi descoberto no dia seguinte

A fraude só foi descoberta no dia seguinte, quando Jaqueline entrou em contato com seu advogado por meio do número que já conhecia. Ao questionar sobre o dinheiro e o procedimento realizado, ela descobriu que nenhuma audiência havia acontecido e que estava sendo vítima de um golpe.

O prejuízo de quase R$ 90 mil comprometeu os recursos que a empresária tinha disponíveis para manter o negócio até o fim do ano. Ela afirmou que ficou sem dinheiro para arcar normalmente com despesas, salários de funcionários e pagamentos a fornecedores.

Diante da dificuldade para recuperar rapidamente os valores, Jaqueline iniciou uma rifa de um iPhone como tentativa de amenizar o prejuízo e manter as atividades da empresa.

Recuperação do dinheiro pode ser buscada

Segundo o presidente da OAB/DF, o fato de a própria vítima ter realizado as operações bancárias não impede necessariamente a tentativa de recuperar os valores. Entretanto, a situação pode tornar a investigação e o ressarcimento mais complexos.

A recomendação é comunicar o banco imediatamente após perceber o golpe, registrar ocorrência policial e procurar orientação jurídica para avaliar as medidas possíveis.

Siqueira também orienta que clientes confirmem diretamente com seus advogados qualquer solicitação financeira recebida por meio de números desconhecidos.

Caso o contato seja feito por um telefone novo, a recomendação é ligar para o profissional utilizando um número previamente conhecido ou procurar diretamente o escritório de advocacia.

A existência de informações verdadeiras sobre um processo ou a utilização da fotografia do advogado não garante que a comunicação seja legítima.

Fonte: Jornal de Brasília.

Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.

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