Investigação, conduzida pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher II (Deam 2), aponta que Carlos Eduardo manipulava um revólver calibre .38 na companhia da vítima e de outros dois adolescentes
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) concluiu que a morte de Allany Fernanda, adolescente baleada na cabeça em 3 de novembro no Sol Nascente, não foi acidental, mas resultado do manuseio imprudente de uma arma de fogo por Carlos Eduardo Pessoa, 20 anos, que assumiu o risco de matar.
A investigação, conduzida pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher II (Deam 2), aponta que Carlos Eduardo manipulava um revólver calibre .38 na companhia da vítima e de outros dois adolescentes — o namorado de Allany e uma amiga dela — quando efetuou o disparo, ocorrido a curta distância, atingindo Allany na região da cabeça, conforme confirmou a perícia criminal.
Inicialmente preso em flagrante por tentativa de feminicídio, Carlos Eduardo teve a prisão convertida em preventiva. Com a morte da adolescente, comunicada pelo hospital, o caso passou a ser tratado como feminicídio consumado. No entanto, o aprofundamento das investigações demonstrou que autor e vítima não mantinham relacionamento amoroso, o que levou à reclassificação jurídica para homicídio.
Segundo a polícia, além de assumir o risco do resultado, Carlos Eduardo tentou alterar a cena do crime e apresentou versão falsa aos policiais, atribuindo o disparo a supostos invasores. A polícia concluiu pelo indiciamento do acusado por homicídio qualificado, em razão do uso de meio capaz de gerar perigo comum e pelo fato de a vítima ser menor de 14 anos.
O investigado permanece preso no Complexo Penitenciário da Papuda, à disposição da Justiça.
Originalmente publicado em Correio Braziliense
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