Em uma reunião do Conselho de Segurança sobre a guerra no território palestino, Inger Ashing afirmou que a situação de fome extrema, declarada pela ONU na semana passada como um fenômeno em Gaza, não é apenas um termo técnico
A diretora da ONG Save the Children descreveu com horror, nesta quarta-feira (26), a lenta agonia das crianças famintas em Gaza, afirmando que elas já não têm forças para chorar.
Em uma reunião do Conselho de Segurança sobre a guerra no território palestino, Inger Ashing afirmou que a situação de fome extrema, declarada pela ONU na semana passada como um fenômeno em Gaza, não é apenas um termo técnico.
“Quando não há comida suficiente, as crianças sofrem de desnutrição severa e depois morrem lenta e dolorosamente. Em poucas palavras, isso é fome extrema”, declarou Ashing.
Ashing, então, descreveu o que acontece quando as crianças passam fome durante várias semanas: o corpo primeiro consome sua própria gordura para sobreviver e, quando esta se esgota, se autodestrói ao consumir músculos e órgãos vitais.
“No entanto, nossas clínicas estão praticamente em silêncio. Agora, as crianças não têm forças para falar, nem mesmo para gritar de agonia. Elas estão ali, descarnadas, literalmente se consumindo diante dos nossos olhos”, disse Ashing.
Ela reforçou que os grupos de ajuda têm alertado fortemente sobre a iminência da fome extrema.
“Todos nós nesta sala temos a responsabilidade legal e moral de agir para evitar esta atrocidade”, afirmou Ashing.
Israel restringiu severamente a entrada de ajuda humanitária em Gaza e, em algumas ocasiões, a interrompeu completamente durante a guerra, desencadeada pelo ataque em seu território pelo grupo islamista palestino Hamas em outubro de 2023.
A ONU declarou oficialmente um estado de fome extrema em Gaza na sexta-feira, depois que seus especialistas advertiram que 500 mil pessoas estão em uma situação “catastrófica”.
Com informações do Jornal de Brasília
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