Inflação desacelera e registra menor índice entre capitais pesquisadas no Distrito Federal

A prévia da inflação no Distrito Federal desacelerou em julho e registrou alta de apenas 0,07%, após avançar 0,93% em junho, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi o menor entre as 11 localidades pesquisadas e ficou próximo da média nacional, de 0,06%. As informações são do Correio Braziliense.

Com o resultado de julho, a inflação acumulada na capital federal chegou a 3,27% no ano e a 4,29% nos últimos 12 meses.

De acordo com os dados, a desaceleração não significa o fim das pressões inflacionárias, mas uma mudança na distribuição dos reajustes entre os grupos pesquisados. Enquanto itens ligados à saúde e à habitação continuaram registrando alta, produtos de consumo mais sensíveis à demanda das famílias apresentaram estabilidade ou queda.

O grupo Saúde e cuidados pessoais foi o que mais pressionou o índice, com alta de 0,59%, influenciada principalmente pelos reajustes dos planos de saúde (0,42%), além de medicamentos e produtos de higiene.

Na sequência, o grupo Habitação avançou 0,42%, refletindo aumentos nas tarifas de água e esgoto (1,94%), no aluguel residencial (0,42%) e na energia elétrica (0,21%). Juntos, esses segmentos evitaram que o índice fechasse em queda.

Já o grupo Alimentação e bebidas praticamente ficou estável, com variação de 0,03%. O resultado foi influenciado pela redução nos preços de produtos como tomate (-14,55%), banana-prata (-6,88%) e café moído (-2,75%), que compensaram os aumentos registrados em refeições fora de casa (1,37%), lanches (1,34%), cebola (7,89%) e leite longa vida (1,53%).

Também contribuíram para conter a inflação as quedas nos grupos Despesas pessoais (-0,21%), impulsionadas pela redução dos preços de hospedagem, pacotes turísticos e ingressos para atividades culturais, além do grupo Vestuário, que recuou 0,49%.

O levantamento indica que, em julho, a inflação no Distrito Federal ficou mais concentrada em preços administrados e serviços essenciais, enquanto os bens de consumo e as despesas consideradas discricionárias apresentaram menor pressão sobre o orçamento das famílias.

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) deve divulgar um panorama sobre o consumo das famílias em junho, incluindo análises sobre o comportamento dos preços da cesta de produtos básicos, variações nas capitais e regiões metropolitanas e um recorte sobre o consumo durante a Copa do Mundo.

Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.

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