Prestes a completar 30 anos em atividade, Detonautas Roque Clube inaugura nova fase com o lançamento do nono álbum de estúdio, Rádio love nacional. Ao longo de 11 faixas inéditas, o grupo aposta em uma sonoridade que mistura elementos do pop, tecnobrega e batidas eletrônicas, sem abrir mão do DNA musical que consolidou a banda como um dos nomes mais relevantes do rock nacional.
O disco, segundo o vocalista Tico Santa Cruz, marca o início de uma nova história do grupo. “O Detonautas tem outras composições que passam por esses lugares, mas não com essa intensidade ou com esse tipo de abordagem, como as do novo álbum”, observa o artista. “O que a gente tentou fazer, na verdade, foi justamente aprofundar a nossa relação com a música brasileira, traduzindo isso pelo nosso rock”, detalha o cantor.
Lançado neste mês, o trabalho começou a ser desenhado ainda em 2023, com a criação do primeiro single do álbum, Potinho de veneno. A música, composta em parceria com os produtores Pablo Bispo e Ruxell, alcançou uma sonoridade “distinta de tudo que o Detonautas havia feito anteriormente”, ressalta Tico. “É muito diferente do que a banda vinha fazendo até o Esperança, disco que a gente lançou no fim da pandemia”, avalia o vocalista.
“Sem dúvida nenhuma, foi desafiador e, ao mesmo tempo, gratificante, porque a gente conseguiu abrir universos que eu sinceramente nunca imaginei que a gente conseguisse acessar”, revela o músico. “Ficamos muito felizes com esse resultado, porque demonstra que, às vezes, se colocar nesse lugar de risco é a única forma real de poder avançar e dar um passo à frente”, reflete Tico.
“Seria muito cômodo que a gente repetisse a fórmula do Detonautas e fizesse mais do mesmo”, continua o carioca. “Então, eu acho que tudo isso é muito positivo quando você está falando de uma banda prestes a completar 30 anos de estrada. É ousado, e eu gosto do risco”, comenta o artista.
De olho na nova geração
Explorando novos ritmos e estilos, o álbum abre espaço para que o Detonautas consiga dialogar com outros públicos. “Nós somos uma banda que, hoje, se a gente quisesse parar de criar e viver só dos hits, nós conseguiríamos. Temos os nossos fãs, que são muito importantes, e conseguimos construir um legado consistente. Mas, por outro lado, estaríamos sendo negligentes com uma geração que ouve de tudo e que nos dá espaço para dialogar”, reconhece o cantor.
“Nesse disco, a gente buscou referências e procurou vocabulários e formas de falar sobre assuntos que são interessantes, para que a gente pudesse, de alguma maneira, acessar essa galera mais nova”, acrescenta Tico. “Se você não consegue dialogar com esse espírito jovem, você acaba envelhecendo o estilo. Eu acho que grande parte do motivo pelo qual o rock não tem mais o protagonismo que teve em outros momentos é por não estar conversando com adolescente”, opina o vocalista.
Foi na juventude, inclusive, que o líder do Detonautas se apaixonou pelo gênero musical. “Atualmente, me parece que as pessoas meio que desprezam ou não se importam com o adolescente e acabam não prestando atenção no fato de que são ele é o combustível para que o rock continue sendo um estilo que sobreviva a todas as etapas e mudanças da sociedade de modo geral”, destaca o artista.
“A juventude de hoje está exposta às redes sociais de uma maneira muito perigosa. E eu acho que isso é muito prejudicial em uma série de questões cognitivas que a gente tem que estar atento, mas não retira deles a capacidade de ouvir música e se identificar com as mais variadas frentes de entretenimento”, argumenta Tico. “A forma de consumir música hoje em dia é muito diferente em relação ao passado, mas não tira a legitimidade do que está sendo ouvido pelos adolescentes”, pondera o cantor.
Para Tico, o gênero acabou se tornando um tanto quanto conservador: “Querem manter um modelo de criação de letras e de assuntos que não acessam a adolescência. E, sem eles, não tem rock”. “Quando você não é capaz de entender que as coisas mudam, o diálogo muda, a geração muda, a forma de consumo muda e a maneira como as pessoas encaram a vida muda, você estabelece uma visão de mundo muito egoísta”, critica o vocalista.
Por isso, não foi surpresa quando os primeiros singles lançados de Rádio love nacional foram recebidos negativamente por uma parte do público. “Teve a galera que virou a cara e falou que não era rock, que preferia o Detonautas de antigamente, do ‘Velho Testamento’…”, ri o cantor. “Eu compreendo o que eles estão querendo dizer, e essa energia que eles procuram, o Detonautas continua apresentando nos shows. Mas não dá para você ficar preso nisso a vida inteira”, conclui Tico.
Com informações do Correio Braziliense
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