Discurso destaca legado de Agnelo na mobilidade, educação e saúde e defende retomada de políticas públicas no DF

Taguacei — Durante um encontro com a jovens universitários da UNB, estudantes e profissionais de diversas áreas, o ex-governador Agnelo Queiroz fez um longo discurso defendendo a retomada de políticas públicas que, segundo ele, foram interrompidas após o fim de seu governo. A fala reuniu críticas às gestões posteriores e relembrou investimentos realizados em mobilidade urbana, creches, educação e saúde no Distrito Federal.

Segundo informações apresentadas pelo próprio Agnelo durante o discurso, um dos principais exemplos foi o projeto do BRT Oeste, pensado para integrar Ceilândia, Taguatinga, Plano Piloto e outras regiões administrativas por meio de um sistema de transporte rápido, com vias exclusivas e viadutos para evitar cruzamentos e garantir maior velocidade no deslocamento dos passageiros. Ele afirmou que parte da infraestrutura chegou a ser executada, como o Túnel de Taguatinga, mas que o restante do projeto acabou não sendo concluído após o cancelamento da licitação pela administração seguinte.

Mobilidade urbana e o projeto do BRT

Ao explicar a importância da obra, aos estudantes, Agnelo destacou que o modelo de BRT exige estruturas específicas, como viadutos e corredores exclusivos, permitindo que os ônibus trafeguem sem interrupções provocadas por semáforos e cruzamentos. Segundo ele, esse sistema foi implantado com sucesso no eixo Gama–Santa Maria e serviria de referência para a expansão em direção a Ceilândia e Planaltina.

O ex-governador também afirmou aos estudantes da UNB, que o Túnel de Taguatinga fazia parte da concepção original do BRT Oeste, justamente para permitir a passagem do corredor de transporte pelo centro da cidade sem comprometer o fluxo urbano da região. Em sua avaliação, a negociação com o Governo Federal foi fundamental para que os recursos destinados à mobilidade urbana contemplassem também a construção do túnel, mesmo sendo uma estrutura complementar ao sistema de ônibus rápidos.

Creches como prioridade para combater desigualdade

Outro ponto central da fala foi a educação infantil. Onde nós tomavamos café na frente daquela casa havia uma creche das qual obra do Agnelo que ele construiu 57 creches em todo Distrito Federal. Agnelo afirmou que Brasília não possuía uma política estruturada de creches públicas antes de seu governo e defendeu que a primeira infância deve ser tratada como prioridade absoluta pelo poder público. Para ele, garantir vagas em creches significa oferecer segurança para as famílias, ampliar a autonomia financeira das mães e proporcionar melhores condições para o desenvolvimento das crianças.

Durante o debate, os estudantes, com muita curiosidade e conhecimento porque todos eles demonstraram conhecer a coisa pública, capacidade e falaram sobre a questão da gestão pública da questão do transporte, da saúde, da mobilidade, e que Brasília merecia mais cuidado. Ele relembrou a construção de dezenas de unidades padronizadas de educação infantil espalhadas pelo Distrito Federal, citando como exemplo uma creche localizada na QNQ, em Ceilândia. Segundo Agnelo, o modelo foi implantado igualmente em diferentes regiões, com estrutura composta por cozinha industrial, berçário, atendimento em tempo integral e cinco refeições diárias para os alunos.

O ex-governador sustentou ainda que a continuidade dessa política foi interrompida posteriormente e afirmou que decisões administrativas determinam diretamente quais áreas recebem prioridade dentro do orçamento público. Em sua visão, investir em educação infantil representa um dos instrumentos mais eficientes para reduzir desigualdades sociais ao longo das próximas gerações.

Educação e erradicação do analfabetismo

Ao abordar a educação de maneira mais ampla, Agnelo afirmou que seu governo desenvolveu um programa voltado à erradicação do analfabetismo no Distrito Federal. Segundo ele, o trabalho realizado ao longo de um mandato permitiu que Brasília alcançasse o reconhecimento do Ministério da Educação como território livre do analfabetismo, resultado que apresentou como demonstração de que metas educacionais podem ser alcançadas quando existe planejamento e prioridade política.

Saúde pública, concursos e Hospital da Criança

Na área da saúde, o discurso destacou a defesa do Sistema Único de Saúde e a valorização dos servidores públicos. Agnelo afirmou que seu governo realizou concursos públicos que resultaram na contratação de aproximadamente 16 mil profissionais de diversas áreas da saúde ao longo de quatro anos, medida que, segundo ele, foi essencial para ampliar a capacidade de atendimento da rede pública.

Entre as obras lembradas está o Hospital da Criança de Brasília, apresentado por Agnelo como uma das principais realizações de sua gestão e uma referência nacional no atendimento infantil. Ele também citou iniciativas como a ampliação do SAMU, a criação das Carretas da Mulher para realização de exames preventivos, ações voltadas à saúde da visão e mutirões de cirurgias realizados no período noturno e nos finais de semana para reduzir filas de espera utilizando a estrutura já existente da rede pública.

Críticas à terceirização da gestão hospitalar

Grande parte da fala foi dedicada às críticas feitas às administrações que sucederam seu governo. Agnelo responsabilizou especialmente Rodrigo Rollemberg pela transferência da gestão do Hospital de Base para uma organização social e afirmou que essa decisão comprometeu a integração do sistema público de saúde do Distrito Federal. Posteriormente, também criticou a expansão do modelo durante o governo Ibaneis Rocha, citando a gestão de hospitais e UPAs pelo IGES-DF como exemplo de uma política que, em sua opinião, enfraqueceu a rede pública.

Essas declarações representam a avaliação política do ex-governador durante seu pronunciamento e foram apresentadas como argumentos em defesa de um modelo de saúde baseado na administração direta, na atenção primária fortalecida e na integração entre postos de saúde, hospitais regionais e unidades de alta complexidade.

Defesa da democracia e investimento social

Ao encerrar sua fala, Agnelo ampliou o debate para o cenário nacional e defendeu a necessidade de fortalecer a democracia, preservar a soberania brasileira e ampliar investimentos em políticas sociais. Ele citou programas educacionais como o Pé-de-Meia criado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para exemplificar aquilo que considera uma disputa permanente dentro do orçamento público entre investimentos destinados à população e interesses defendidos por setores conservadores do Congresso Nacional.

Segundo o ex-governador, a eleição de representantes comprometidos com políticas públicas será decisiva para que o Distrito Federal e o Brasil retomem projetos voltados à mobilidade, educação, saúde e redução das desigualdades sociais. O discurso foi marcado pela defesa de sua trajetória administrativa e pela convocação para que a população participe ativamente das escolhas políticas do próximo período eleitoral.

Ao término do debate, todos os alunos, ficaram muito entusiasmados por aquilo que Agnelo prestou com muita dedicação à eles e com muita atenção especiais à jovens estudantes tanto é que os estudantes gostaram tanto que pediram pra ele que antes da eleições remarcassem outra reunião com maior números de universitários para que Agnelo desse essa mesma aula à todos os demais colegas que estudam com eles na UNB.

🖋️ Edição: Ceilândia em Alerta e Jornal TaguaCei

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