Áudio envolvendo Daniel Vorcaro e André Mendonça reacende declaração de Soraya Thronicke sobre alfaiataria

A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) na CPMI do INSS. Foto: Reprodução

TaguaCei – Uma declaração feita pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) durante a CPMI do INSS, em outubro de 2025, voltou a ganhar repercussão após a divulgação de um áudio atribuído ao advogado Ciro Rocha Soares, ex-defensor do Banco Master, envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.

Na gravação, enviada a Vorcaro em fevereiro de 2025, Ciro Soares aparece ao lado de Mendonça e afirma que estaria “trabalhando” em favor do banqueiro. Na sequência, diz que havia levado o ministro a uma alfaiataria para fazer um terno.

Ciro Rocha e André Mendonça. Foto: Reprodução

A divulgação do conteúdo chamou atenção porque, meses antes, Soraya havia levantado suspeitas sobre uma alfaiataria masculina de luxo durante uma sessão da CPMI. Na ocasião, a parlamentar questionou se o estabelecimento poderia estar sendo utilizado para operações financeiras irregulares, utilizando a expressão “lavanderia”.

Durante seu pronunciamento, Soraya afirmou que havia buscado informações sobre o assunto, mas que ainda não possuía elementos suficientes para apresentar nomes ou fazer uma acusação formal.

A conexão entre as duas situações passou a ser discutida nas redes sociais após a divulgação do áudio.

Ministro confirma encontro e nega ter recebido terno

Em manifestação divulgada após a repercussão da gravação, André Mendonça confirmou que teve contato com Daniel Vorcaro. Segundo o ministro, houve apenas um encontro com o empresário, em março de 2025, ocorrido por iniciativa do próprio banqueiro e destinado a ouvi-lo.

Mendonça também informou que recebeu, no mesmo mês, o advogado Ciro Rocha Soares.

Sobre a afirmação contida no áudio de que teria ido a uma alfaiataria para fazer um terno, o ministro negou ter recebido a peça de Vorcaro ou de qualquer outra pessoa.

O episódio, portanto, envolve versões e informações que ainda precisam ser analisadas em conjunto com os demais elementos da investigação.

Ouça o áudio:

Alfaiataria citada na gravação

O estabelecimento mencionado por Ciro Soares seria a alfaiataria comandada por Vasco Vasconcellos, profissional conhecido no mercado brasileiro de roupas masculinas de luxo.

A casa trabalha com o modelo de alfaiataria sob medida, conhecido como bespoke, no qual as peças são produzidas individualmente e passam por diferentes etapas de medição, ajustes e provas.

Os valores dos ternos podem variar de acordo com o tecido e o nível de personalização, partindo de aproximadamente R$ 14 mil e podendo ultrapassar esse valor em materiais especiais.

Entre os tecidos disponíveis estão opções de fabricantes internacionais de luxo, além de materiais considerados exclusivos.

O que permanece em discussão

A principal questão que voltou ao centro do debate é a coincidência temporal entre a declaração feita por Soraya Thronicke na CPMI e a posterior divulgação do áudio envolvendo Ciro Soares, Vorcaro e Mendonça.

A fala da senadora, entretanto, não comprova, por si só, qualquer irregularidade relacionada à alfaiataria. Da mesma forma, o áudio divulgado não demonstra automaticamente que tenha ocorrido qualquer vantagem indevida.

O ministro André Mendonça nega ter recebido o terno de Vorcaro, enquanto a declaração registrada na gravação e as demais circunstâncias do caso passaram a ser objeto de questionamentos públicos.

A eventual existência de irregularidades dependerá da análise das autoridades responsáveis pela investigação e dos elementos que possam ser apresentados no decorrer das apurações.

Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com auxílio de inteligência artificial para organização, reescrita e aprimoramento das informações. O conteúdo passou por revisão e edição antes da publicação.

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