TaguaCei — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não pretende desistir de indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo informações publicadas pela CartaCapital, o presidente pretende aproveitar a atual composição do Senado para tentar aprovar o nome ainda em 2026, diante da avaliação de aliados de que o cenário político poderá ser menos favorável a partir do próximo ano.
A estratégia do Palácio do Planalto é retomar as articulações com os senadores e construir apoio suficiente para evitar uma nova derrota. A indicação é considerada importante para Lula, que mantém a confiança em Messias e deseja garantir sua presença na composição da Suprema Corte.
Resistência política marcou primeira tentativa
A indicação de Jorge Messias enfrentou resistência no Senado em meio a divergências entre Lula e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). Alcolumbre defendia o nome do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco para a vaga, enquanto o presidente da República optou pelo atual advogado-geral da União.
O impasse provocou desgaste na relação entre o Palácio do Planalto e a cúpula do Senado. A resistência à escolha de Lula tornou a articulação política mais difícil e colocou em evidência a disputa por influência na definição dos integrantes do Supremo.
Governo busca entendimento com Alcolumbre
De acordo com a CartaCapital, aliados do presidente avaliam que uma nova tentativa dependerá de uma conversa com Alcolumbre e da construção de um entendimento político. A intenção é reduzir as resistências antes de formalizar novamente a indicação.
Cabe ao Senado analisar o nome escolhido pelo presidente da República. O indicado precisa passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, posteriormente, obter pelo menos 41 votos favoráveis no plenário da Casa.
A possibilidade de uma nova votação ainda em 2026 é vista pelo governo como uma oportunidade de aproveitar a atual configuração política do Senado antes da mudança de legislatura.
Lula mantém confiança em Jorge Messias
Apesar das dificuldades enfrentadas na primeira tentativa, interlocutores do governo afirmam que Lula continua disposto a sustentar a indicação. A relação entre o presidente e Messias permanece preservada, e o advogado-geral da União segue sendo considerado o nome de preferência do chefe do Executivo.
A escolha também tem importância para o futuro da composição do STF. A Corte deverá passar por novas mudanças nos próximos anos, em razão das aposentadorias previstas de ministros, o que amplia o peso político das indicações presidenciais.
A insistência de Lula em manter Jorge Messias na disputa demonstra que o governo pretende transformar a indicação em uma prioridade de articulação institucional, apesar das divergências com setores do Senado.
Fonte: CartaCapital



