Às vésperas do lançamento do Mounjaro, algumas farmácias fazem propaganda do medicamento manipulado. Porém, esse tipo de venda é proibido
Às vésperas do início oficial das vendas do Mounjaro no Brasil, algumas farmácias de manipulação tentam entrar na onda do medicamento e vender uma versão manipulada e fracionada do chamado “Ozempic dos ricos”. Porém, a venda da tirzepatida manipulada não pode ser feita no Brasil.
Para fracionar e manipular a substância, seria necessário ter acesso ao princípio ativo — que é patenteado pela Eli Lilly. A farmacêutica não faz a venda para farmácias de manipulação ou qualquer outra empresa.
A Anvisa também não permite a venda de Mounjaro manipulado: a embalagem registrada na agência não é fracionada e o medicamento só pode ser vendido com receita, que fica retida após a comercialização.
“A Lilly investigou amostras desses produtos em todo o mundo e identificou que eles apresentavam problemas de segurança, esterilidade e eficácia. Alguns continham bactérias, altos níveis de impurezas, cores diferentes (rosa em vez de incolor) ou uma estrutura química completamente diferente dos medicamentos aprovados. Em pelo menos um caso, o produto não passava de álcool de açúcar”, explicou o diretor médico sênior da Eli Lilly, Luiz Magno, em reportagem anterior do Metrópoles.
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