Suspeito de ataque em trem de Londres é indiciado por tentar matar 10 pessoas

Anthony Williams, de 32 anos, foi detido após ferir 11 pessoas em um trem que seguia de Doncaster para Londres. Polícia descarta terrorismo e elogia funcionário que ajudou a conter o agressor

Um ataque a faca dentro de um trem no Reino Unido deixou 11 pessoas feridas e levou à prisão de Anthony Williams, de 32 anos, morador de Peterborough, no leste da Inglaterra. O caso ocorreu na noite de sábado (1º/11) em um trem da linha London North Eastern Railway (LNER), que fazia o trajeto entre Doncaster e Londres, no Reino Unido. Nesta segunda-feira (3/11), o suspeito foi acusado formalmente de 10 tentativas de homicídio e de agressão a um policial

Segundo a polícia britânica, o ataque começou pouco depois de o trem partir de Peterborough. Aos jornais locais, passageiros relataram cenas de pânico e desespero quando o homem começou a atacar de forma aparentemente aleatória. Um funcionário da companhia ferroviária, que tentou conter o agressor, ficou gravemente ferido e está internado em estado crítico, porém estável.

O trem fez uma parada de emergência em Huntingdon, cerca de 120 quilômetros ao norte de Londres, onde o suspeito foi detido por agentes da British Transport Police. A operação contou com o apoio da polícia de Cambridgeshire. Uma faca foi apreendida no local.

Williams compareceu nesta segunda-feira (3/11) ao tribunal de magistrados de Peterborough, onde foi formalmente acusado. Além das 10 tentativas de homicídio, ele responderá por “agressão corporal grave” e porte ilegal de arma branca. As autoridades informaram que o acusado não tinha residência fixa e não prestou depoimento durante a audiência. Ele permanecerá sob custódia até uma nova sessão, marcada para 1º de dezembro.

Em entrevista coletiva, a polícia descartou motivação terrorista e afirmou que o suspeito não estava no radar dos serviços de segurança nacionais. Investigações estão em andamento para apurar se o ataque teve ligação com outros incidentes envolvendo faca registrados em Peterborough e Londres no mesmo período.

O governo britânico e a família real manifestaram solidariedade às vítimas. O primeiro-ministro Keir Starmer classificou o episódio como “profundamente perturbador” e destacou a rapidez da resposta policial. O rei Charles III também expressou choque e enviou condolências aos feridos.

Em nota, a operadora LNER elogiou a coragem do funcionário ferido, considerado um herói por ter ajudado a conter o agressor e evitar uma tragédia ainda maior. A empresa informou que está prestando apoio às vítimas e colaborando com as autoridades na investigação.

A polícia local afirmou ainda que reforçou o patrulhamento em estações e trens, embora tenha descartado medidas como revista de passageiros ou detectores de metal, por considerar as práticas inviáveis no sistema ferroviário. 

Originalmente publicado em Correio Braziliense  

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