Datafolha projeta segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula

Flávio Bolsonaro e Lula aparecem como candidatos projetados para o segundo turno da eleição presidencial de 2026.
Foto: Reprodução/Folhapress

TaguaCei — O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverão disputar o segundo turno da eleição presidencial de 2026, segundo projeção do Datafolha divulgada neste domingo (4).

Com 65% das urnas apuradas, Flávio aparece numericamente à frente, com 49,58% dos votos válidos, contra 42,25% de Lula, de acordo com a projeção apresentada pelo instituto. Os números consideram apenas os votos válidos, excluindo brancos e nulos.

O segundo turno está marcado para 25 de outubro.

A disputa entre os dois candidatos mantém a polarização que domina a política brasileira há mais de uma década. Desde 2018, candidatos ligados ao bolsonarismo passaram a ocupar o espaço anteriormente disputado pelo PSDB como principal força eleitoral de oposição ao PT.

Flávio chega ao segundo turno como principal nome da direita

Flávio Bolsonaro consolidou durante a campanha a posição de principal candidato do campo conservador. O senador foi escolhido pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, como candidato à Presidência depois que o ex-presidente ficou impedido de disputar a eleição.

Durante a campanha, Flávio procurou ampliar o alcance eleitoral e, em determinados momentos, adotou uma postura mais moderada, embora tenha mantido pautas associadas ao bolsonarismo.

O senador também apostou fortemente no antipetismo e nas críticas ao governo Lula e ao Supremo Tribunal Federal.

A estratégia acabou prevalecendo sobre as candidaturas de outros nomes da direita e da centro-direita. Ex-governadores como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) não conseguiram alcançar dois dígitos nas pesquisas que antecederam a votação.

Lula tenta chegar ao quarto mandato

Lula, por sua vez, busca conquistar um novo mandato presidencial e chegar ao quarto governo à frente do Palácio do Planalto.

O presidente entrou na campanha defendendo os resultados econômicos de sua administração, com destaque para emprego, inflação e programas sociais. Também procurou apresentar medidas de seu governo como resposta às demandas das camadas de menor renda.

Apesar disso, a campanha petista enfrentou dificuldades para transformar os indicadores econômicos em vantagem suficiente para garantir uma vitória no primeiro turno.

A disputa também foi marcada por ataques nas redes sociais, circulação de informações falsas e forte presença dos temas relacionados ao Supremo Tribunal Federal e ao ambiente político criado durante os últimos anos.

Polarização volta a dominar a eleição

A eventual confirmação do segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula representa mais um capítulo da polarização que passou a dominar as eleições presidenciais brasileiras.

O PT esteve presente em todos os segundos turnos desde 2002. A partir de 2018, o bolsonarismo passou a ocupar o principal espaço de oposição ao partido.

Em 2018, Jair Bolsonaro derrotou Fernando Haddad no segundo turno. Quatro anos depois, Lula voltou a vencer uma eleição presidencial ao derrotar Bolsonaro por uma diferença apertada.

Agora, pela terceira vez consecutiva, um candidato da família Bolsonaro poderá enfrentar um representante do PT em uma disputa presidencial de segundo turno.

Segundo turno terá disputa por apoios

Com a definição dos dois candidatos mais votados, os próximos dias deverão ser marcados por negociações em busca de apoios políticos.

Partidos e candidatos derrotados no primeiro turno terão de decidir entre declarar apoio a Lula, apoiar Flávio Bolsonaro ou adotar uma posição de neutralidade.

Governadores, lideranças do Congresso Nacional e partidos do chamado centrão também deverão ganhar importância na nova etapa da campanha.

O resultado das eleições para o Senado e para a Câmara dos Deputados será outro fator relevante para os dois candidatos, já que a composição do Congresso poderá determinar as condições de governabilidade do próximo presidente.

Disputa chega ao segundo turno em meio a forte polarização

A eleição de 2026 chega à segunda etapa reproduzindo uma divisão política que marcou o país desde a ascensão do bolsonarismo.

Flávio Bolsonaro tenta manter o eleitorado que acompanhou Jair Bolsonaro e, ao mesmo tempo, ampliar sua votação entre eleitores que não se identificam diretamente com o ex-presidente.

Lula busca preservar sua base eleitoral e conquistar parte dos votos dos candidatos que ficaram pelo caminho, especialmente entre os eleitores de centro.

A projeção divulgada pelo Datafolha ainda ocorre antes da conclusão da apuração oficial. Portanto, os percentuais podem sofrer alterações à medida que novas urnas forem contabilizadas.

Fonte: Folha de S.Paulo

Quer ficar por dentro do que acontece em Brasília, no Brasil e no mundo? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.

Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.

Artigos Relacionados:
Compartilhar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *