O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026, com vantagem de 6,5 pontos percentuais, segundo levantamento do Instituto Vox Brasil divulgado nesta sexta-feira (5) pela Exame.
No confronto direto, Lula soma 47,8% das intenções de voto, contra 41,3% de Flávio Bolsonaro. O resultado representa uma virada em relação ao cenário registrado em 14 de maio, quando o senador liderava numericamente a disputa, com 43,8%, diante de 40,2% do presidente.
A pesquisa indica que Lula recuperou terreno nas últimas rodadas e passou a liderar a simulação contra o senador do PL. Flávio teve leve avanço em relação ao levantamento divulgado em 20 de maio, mas segue abaixo do patamar registrado no primeiro levantamento da série.
Entre os entrevistados, 6,5% afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois candidatos em uma disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro. Outros 4,4% disseram não saber em quem votariam.
A rodada é a primeira após a visita de Flávio Bolsonaro ao presidente Donald Trump e a decisão do governo dos Estados Unidos de declarar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. O levantamento também captou apenas parcialmente a reação do eleitorado à ameaça do governo norte-americano de impor um novo tarifaço contra produtos brasileiros.
Caiado e Zema empatam tecnicamente com Lula.
Apesar da vantagem sobre Flávio Bolsonaro, os cenários alternativos mostram disputas mais apertadas para Lula contra nomes da centro-direita. Contra Ronaldo Caiado (PSD), o presidente marca 46,5% das intenções de voto, enquanto o adversário registra 44,9%.
A diferença entre os dois é de 1,6 ponto percentual, dentro da margem de erro de 2,15 pontos percentuais, o que configura empate técnico. Caiado apresentou crescimento expressivo na série histórica: em 14 de maio, tinha 32,5%. Na rodada atual, alcançou 44,9%, avanço de 12,4 pontos percentuais.
No confronto com Romeu Zema (Novo), Lula aparece com 46,3%, contra 42,5% do ex-governador de Minas Gerais. A distância de 3,8 pontos percentuais coloca os dois candidatos em empate técnico no limite da margem de erro.
Zema também cresceu nas últimas semanas. Em três semanas, passou de 34,3% para 42,5%, alta de 8,2 pontos percentuais.
Lula mantém força entre mulheres e eleitores de menor renda
Os recortes demográficos mostram que Lula segue com melhor desempenho entre mulheres e eleitores de menor renda. Contra Flávio Bolsonaro, o presidente alcança 50,8% entre as mulheres, contra 38,3% do senador. Entre os homens, Flávio lidera por 46,5% a 42,3%.
No cenário contra Caiado, Lula registra 49,5% entre o eleitorado feminino, enquanto o adversário aparece com 41,9%. Entre os homens, Caiado fica à frente, com 48,1%, ante 43,0% do presidente.
Contra Zema, Lula tem 49,3% entre as mulheres, e o mineiro registra 39,5%. No eleitorado masculino, Zema lidera por 45,7% a 42,8%.
A renda também segue como divisor relevante. No embate com Flávio Bolsonaro, Lula chega a 53,8% entre os eleitores que recebem até dois salários mínimos, enquanto o senador registra 34,3%. Entre os entrevistados com renda superior a dez salários mínimos, o placar se inverte: Flávio tem 50,1%, contra 38,5% de Lula.
Aécio Neves tem cenário mais desfavorável contra Lula
O cenário mais confortável para o presidente é contra Aécio Neves (PSDB). Nesse confronto, Lula soma 49,1% das intenções de voto, contra 24,5% do tucano, abrindo vantagem de 24,6 pontos percentuais.
Brancos e nulos somam 12,7%, enquanto 13,7% dos entrevistados afirmam não saber em quem votariam. Segundo os dados apresentados, Aécio enfrenta dificuldade para consolidar apoio mesmo em segmentos tradicionalmente mais favoráveis ao centro e à direita, já que não ultrapassa 30% em nenhuma faixa de renda ou escolaridade apresentada pelo levantamento.
Quase metade do eleitorado diz ter voto definido
O Vox Brasil também mediu o grau de consolidação do voto. Segundo a pesquisa, 49,5% afirmam que sua escolha já está definida e não deve mudar até a eleição. Outros 39,6% dizem que ainda podem alterar o voto, enquanto 10,9% não souberam responder.
O dado aponta aumento da volatilidade eleitoral. Em meados de maio, 31,3% dos entrevistados afirmavam que ainda poderiam mudar de candidato. Agora, o percentual chega a 39,6%.
O Instituto Vox Brasil ouviu 2.100 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 1º e 3 de junho. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Os resultados foram registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 08016/2026.
Com informações do portal 247
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