Ibama investiga ataques na Fercal e traça estratégias de captura do animal
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) prepara uma força-tarefa junto a representantes do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e do Batalhão de Polícia Militar Ambiental do (BPMA/DF) para traçar estratégias de captura ao animal felino que atacou e matou cinco animais em chácaras situadas na região da Serra da Catingueira, na Fercal.
Em nota oficial, o Ibama confirmou os ataques. Na quarta-feira da semana passada, dois bezerros e uma vaca foram encontrados mortos em uma das propriedades. Na sexta-feira e nesta segunda-feira (8/9), mais dois bezerros foram localizados machucados e sem vida em duas propriedades.
A situação preocupou os fiscais do Ibama, que foram ao local nesta segunda-feira (8/9) para observar possíveis imagens captadas nas câmeras instaladas na semana passada. Entretanto, de acordo com o órgão, não houve captação de imagens dos animais pelos equipamentos. “Considerando o segundo ataque, em local diferente do anterior, as câmeras, que funcionam com sensores de movimentos, foram reposicionadas, a fim de contemplar novos ângulos”, destacou.
Não há certeza das espécies envolvidas. A suspeita é que o animal esteja em um percurso entre duas fazendas da região, onde serão instaladas mais câmeras. O Ibama garantiu que o rastreamento continuará e, caso seja necessário, será avaliada, posteriormente, a elaboração de um plano de captura do felino.
Alerta
O Ibama elaborou algumas orientações à população. Se alguém avistar grandes felinos, deve-se comunicar imediatamente as autoridades ambientais locais. Veja abaixo:
1. Visualização à distância/sem risco imediato
– Mantenha distância (mínimo de 100 m, se possível). NÃO corra!
– Não se aproxime (em hipótese alguma) para fotografar ou filmar.
– Estimule outras pessoas a se afastarem calmamente.
– Não fique de costas para o animal e tente fazer bastante barulho.
– Comunique imediatamente pelo grupo e canais oficiais, indicando local, horário, se possível GPS, e comportamento do animal.
2. Encontro próximo (menor a 30 metros)
– Mantenha-se calmo, não corra!
– Fique em pé, mostre-se grande e faça barulhos firmes (falar alto, bater palma).
– Recolha crianças pequenas ao colo, agrupe pessoas.
– Afaste lentamente, sempre de frente para a onça, sem fazer movimentos bruscos.
– Tocar buzina de ar comprimido.
– Mantenha portas e portões de casas fechados à noite.
– Comunique imediatamente pelo grupo e canais oficiais, indicando local, horário, se possível GPS, e comportamento e características (se possível) do animal.
3. Encontro próximo com indicação de ataque (animal abaixado, com patas flexionadas, olhar fixo na pessoa e ponta de rabo batendo com constância)
– Não vire as costas, não corra.
– Toque a buzina.
– Busque amparo em local protegido imediatamente (dentro da casa, veículo, comércio).
– Continue fazendo barulho intenso se não conseguir abrigo imediato.
– Jamais tente enfrentar ou cercar o animal.
Com informações do Correio braziliense
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