Taguacei – Segundo informações divulgadas pelo Brasil 247, a Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano aprovou um projeto de lei que prevê a proibição da passagem de embarcações dos Estados Unidos e de Israel pelo Estreito de Ormuz. A proposta também inclui navios de outros países considerados hostis ao Irã e embarcações que transportem cargas relacionadas a Israel.
De acordo com a emissora iraniana IRIB, o projeto tem como objetivo declarado garantir a segurança e o desenvolvimento sustentável da importante rota marítima. Caso seja aprovado, o texto dará ao governo iraniano a responsabilidade pela regulamentação do transporte marítimo, pelo monitoramento do tráfego de embarcações e pela segurança no Estreito de Ormuz e no Golfo Pérsico, em cooperação com as Forças Armadas do país.
Restrições a navios e cargas
A proposta estabelece que embarcações estrangeiras também não poderão transportar cargas vinculadas a Israel, sejam elas militares ou civis.
O descumprimento das restrições poderá resultar em multas de até 20% do valor da carga transportada.
A medida amplia as restrições já defendidas pelo Irã para o tráfego marítimo na região e estabelece mecanismos de controle sobre as embarcações que utilizam uma das principais rotas de transporte de energia do mundo.
Tensão no Estreito de Ormuz
O avanço do projeto ocorre em meio a uma situação de elevada tensão militar e diplomática envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.
O presidente norte-americano Donald Trump afirmou no fim da semana passada que havia cancelado um grande ataque contra o Irã. Segundo ele, um acordo de paz que permitiria a reabertura do Estreito de Ormuz e encerraria as ambições nucleares iranianas estaria próximo.
Apesar disso, a aprovação do projeto pelo Parlamento iraniano demonstra que permanecem incertezas sobre o futuro da navegação na região.
Negociações com Omã
Na quarta-feira (5), o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que o país e Omã haviam chegado a um acordo sobre os detalhes geográficos de uma rota para a navegação de embarcações pelo Estreito de Ormuz.
Irã e Omã vinham negociando havia algumas semanas uma alternativa para definir uma nova rota no estreito e aumentar a segurança do tráfego marítimo.
A iniciativa ocorre diante da necessidade de estabelecer condições para a circulação de navios em uma região que tem sido diretamente afetada pelas tensões militares.
Negociações com os Estados Unidos
Em junho, Irã e Estados Unidos assinaram um memorando de entendimento sobre o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano.
Os dois países deveriam realizar negociações durante um período de 60 dias para tentar chegar a um acordo definitivo. A escalada recente, entretanto, colocou em dúvida o futuro dessas tratativas.
O Estreito de Ormuz permanece no centro das discussões devido à sua importância para o transporte marítimo e para o comércio internacional de energia.
Ataques e escalada militar
Em julho, as Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram diversas ondas de ataques contra alvos iranianos.
Washington afirmou que as operações foram uma resposta a ataques iranianos contra embarcações no estreito e tinham como objetivo reduzir a capacidade do Irã de ameaçar o transporte marítimo comercial.
O Irã respondeu com ataques de mísseis e drones contra bases e instalações militares norte-americanas na região.
O novo projeto aprovado pela comissão parlamentar iraniana surge, portanto, em um momento de forte tensão, enquanto permanecem em andamento esforços diplomáticos para estabelecer novas condições de segurança e circulação no Estreito de Ormuz.
Nota de transparência: Esta matéria foi reescrita com auxílio de inteligência artificial, a partir das informações divulgadas pela fonte mencionada, e passou por revisão editorial.



