Operação Bonsack cumpriu 16 mandados de busca e apreensão e cinco prisões temporárias; grupo movimentou R$ 50 milhões com produção ilegal de cigarros paraguaios
A Receita Federal, em ação conjunta com a Polícia Federal (PF) e com apoio do Ministério do Trabalho e Emprego, realizou nesta quinta-feira (11/12) a operação Bonsack, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa responsável pela fabricação ilegal de cigarros de marcas paraguaias na região metropolitana de Porto Alegre.
A investigação mostrou que o grupo usava empresas de fachada para emitir notas fiscais falsas e adquirir insumos em São Paulo, como filtros, cola e embalagens, além de fumo processado do Vale do Rio Pardo, em Vera Cruz, a 160 km de Porto Alegre. As movimentações das empresas chegaram a R$ 50 milhões durante o período investigado.
A fábrica funcionava em uma chácara em Viamão, em terreno avaliado em R$ 1,5 milhão, e contava com dois galpões para armazenagem, incluindo um de 500 m², além de uma transportadora própria. O esquema operava há cerca de três anos.
Durante a operação, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em Porto Alegre, Viamão, Alvorada, Santa Cruz do Sul e Vera Cruz, além de cinco mandados de prisão temporária. O maquinário da fábrica foi apreendido e será destruído. A ação mobilizou cerca de 40 auditores e analistas da Receita Federal e 80 policiais federais.
A produção e a importação de cigarros só são permitidas para empresas registradas na Receita. Os envolvidos poderão responder por lavagem de dinheiro, fabricação de produtos nocivos à saúde, comercialização de bens impróprios ao consumo, sonegação fiscal, organização criminosa e exploração de trabalhadores em condições análogas à escravidão.
Originalmente publicado em Correio Braziliense
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