Tenente-coronel foi confrontado com informações que foram dadas por outros investigados durante depoimento
Em depoimento à Polícia Federal, que começou na tarde de segunda-feira (11/3) e só terminou na madrugada desta terça-feira (12/3), o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, reforçou a articulação para uma tentativa de golpe de Estado no final de 2022. Cid também falou sobre fraude em cartões de vacinação e citou a venda de joias recebidas pela presidência da República.
De acordo com fontes que acompanharam a oitiva, Mauro Cid respondeu a todas as perguntas, que foram muitas, sobre diversos temas que estão no inquérito, como fraude nos cartões de vacinação de Bolsonaro e familiares e a venda de joias da presidência em viagens aos Estados Unidos.
O Correio adiantou ainda na noite de ontem que Cid foi confrontado com a versão dada em depoimento pelo general Freire Gomes, ex-comandante do Exército. O ex-ajudante de ordens reforçou a existência da trama golpista para tentar invalidar o resultado das eleições e destacou que comandantes das Forças Armadas sabiam das intenções.
As informações sobre a citação a vacinas e as joias foram publicadas pela jornalista Camila Bonfim, no g1, e confirmadas pelo Correio junto a fontes na corporação. Esse foi o sétimo depoimento de Cid, que no ano passado firmou um acordo de delação premiada.
Para que ele tenha acesso a todos os benefícios acordados, precisa fornecer detalhes e provas das declarações que está fazendo.
Com informações do Correio Braziliense
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