Colômbia: terremoto deixa mais de 250 mortos; UE anuncia ajuda de € 2 milhões

O número de mortos pelo terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia passou de 250, segundo autoridades colombianas. As equipes de resgate continuam trabalhando entre os escombros de casas e prédios destruídos em busca de sobreviventes, enquanto comunidades próximas ao epicentro enfrentam falta de energia elétrica e de serviços básicos, de acordo com informações divulgadas pelas autoridades do país.

A União Europeia anunciou, nesta quarta-feira (12/8), a liberação de € 2 milhões, cerca de R$ 11,9 milhões na cotação atual, para apoiar as áreas mais afetadas pelo terremoto. O anúncio foi feito pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

“Enquanto as operações de busca e resgate continuam, a UE está apoiando a Colômbia de todas as formas possíveis. Estamos disponibilizando 2 milhões de euros para apoiar as comunidades das áreas mais afetadas”, escreveu von der Leyen na rede X.

Na segunda-feira (10/8), o bloco já havia mobilizado o serviço de satélites Copernicus para auxiliar as operações de resgate e a avaliação dos danos provocados pelo tremor.

A ajuda financeira será destinada às comunidades atingidas enquanto as equipes colombianas continuam as buscas por sobreviventes e o levantamento dos estragos causados pelo terremoto.

Terremoto

A região produtora de café e áreas do Pacífico colombiano foram as mais afetadas pelo terremoto, que ocorreu na manhã de segunda-feira (10/8).

Relatórios de diferentes cidades chegaram a apontar 254 mortos, mas o número ainda não havia sido oficialmente confirmado. Entre as cidades mais atingidas estão Pereira, no centro da região cafeeira, e Cali, uma das maiores cidades do país.

O terremoto provocou danos em prédios residenciais, casas, escolas e unidades de saúde. Algumas construções ficaram rachadas ou inclinadas, enquanto outras foram completamente destruídas.

As equipes de emergência trabalharam durante a noite de segunda-feira e continuaram as buscas ao longo da terça-feira. Guindastes, escavadeiras e as próprias mãos dos socorristas foram utilizados na retirada dos destroços.

Os trabalhadores também formaram correntes humanas para remover os escombros. Baldes eram passados de uma pessoa para outra na tentativa de liberar as estruturas destruídas e localizar pessoas que ainda pudessem estar vivas.

Em alguns momentos, os socorristas pediram silêncio para tentar identificar possíveis sons vindos de pessoas presas sob os destroços.

A situação é especialmente difícil em comunidades indígenas do departamento de Chocó, no Pacífico, próximo ao epicentro. Muitas dessas localidades permaneciam sem energia elétrica e serviços básicos, dificultando o trabalho das equipes de emergência.

Ajuda às vítimas

O terremoto ocorreu poucos dias depois da posse do novo presidente da Colômbia, Abelardo De la Espriella. O presidente viajou para as regiões atingidas e prometeu apoio financeiro às pessoas que perderam suas casas.

A resposta ao desastre ocorre enquanto o governo também prepara uma revisão de um orçamento superior a US$ 180 bilhões, elaborado por administrações anteriores. Ao assumir o poder, o novo governo havia anunciado medidas imediatas de austeridade.

A Federação Nacional dos Cafeicultores também passou a atuar nas áreas atingidas para avaliar os danos em propriedades rurais e na infraestrutura agrícola. O presidente da entidade, Germán Bahamón, divulgou a informação nas redes sociais.

Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.

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