A ex-presidente do Brasil e atual presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), conhecido como Banco do BRICS, Dilma Rousseff afirmou que o líder revolucionário Fidel Castro foi um símbolo da luta por justiça social, liberdade e soberania para sua geração de latino-americanos. A declaração foi feita em vídeo divulgado nesta terça-feira (11) pela Embaixada de Cuba nos Estados Unidos, em homenagem ao centenário de nascimento do líder cubano, segundo informações do Brasil 247.
Dilma afirmou que a Revolução Cubana de 1959 funcionou como um “farol” para militantes de esquerda da América Latina durante sua juventude e no período em que combateu a ditadura militar brasileira (1964-1985).
“Fidel foi, para minha geração de latino-americanos, um símbolo vivo da luta por justiça social, liberdade e soberania”, declarou a ex-presidente.
Segundo Dilma, Fidel também deixou ensinamentos sobre a importância da dignidade e da solidariedade na luta contra a opressão. Ela afirmou que o líder cubano lhe ensinou que “a dignidade de um povo não se negocia”.
Encontros com Fidel Castro
No depoimento, Dilma relembrou encontros que teve pessoalmente com Fidel Castro. Entre os momentos destacados, citou uma conversa na residência do líder cubano, em Havana, durante o período da inauguração do Porto de Mariel, quando Fidel já estava afastado da vida pública.
“Passamos duas horas conversando e me impressionou pela sua lucidez, memória e paixão como falava. Este dia vi o homem por trás do mito”, relatou.
A atual presidente do NBD também ressaltou que sua relação com a Revolução Cubana não se limita à condição de ex-chefe de Estado. Segundo ela, sua formação política foi influenciada pelo processo revolucionário iniciado em 1959.
Fidel Castro nasceu em 13 de agosto de 1926 e morreu em 25 de novembro de 2016, aos 90 anos. O centenário de seu nascimento é celebrado em 2026.
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