“Cumpriremos a nossa promessa: não haverá Estado palestino; este lugar nos pertence”, declarou o premier de Israel
Ao assinar um grande projeto para construção em Maale Adumin, assentamento israelense a leste de Jerusalém, na Cisjordânia ocupada, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu descartou qualquer possibilidade de criação de um Estado palestino. “Cumpriremos a nossa promessa: não haverá Estado palestino; este lugar nos pertence”, declarou, em pronunciamento transmitido ao vivo pela televisão israelense. “Preservaremos nossa herança, nossa terra e nossa segurança (…) Vamos dobrar a população da cidade”, acrescentou.
No mês passado, Israel aprovou um plano para erguer 3.400 casas na Cisjordânia. O projeto atraiu condenação internacional e da Organização das Nações Unidas (ONU), sob a justificativa de que ele dividiria o território palestino em dois, o que colocaria em xeque a continuidade territorial de um futuro Estado palestino.
Secretário-geral da Iniciativa Nacional Palestina e potencial sucessor do presidente Mahmud Abbas, Mustafa Barghouti criticou a declaração do premiê israelense. “Netanyahu pode falar o que quiser, mas isso jamais abolirá ou negará o direito do povo palestino de ser independente e de ter direito à autodeterminação, apesar da ocupação de Israel”, afirmou ao Correio. “Mas o que Netanyahu fez hoje (ontem) foi fechar completamente qualquer continuidade da Cisjordânia. Ele indica a intenção de completar a anexação de toda a Cisjordânia ocupada”, acrescentou.
De acordo com Barghouti, a resposta ao plano de Netanyahu não pode se resumir à condenação ou à rejeição. “A única forma com que países podem mostrar respeito ao direito internacional passa pela imposição de sanções internacionais a Israel”, defendeu. Para ele, qualquer país que hesitar nesse sentido “será cúmplice dos mais terríveis crimes de guerra que ocorrem na Palestina”. “O mundo precisa impor sanções para conter e forçar Israel a parar com esses terríveis genocídio e limpeza étnica do povo palestino”, acrescentou o político.
As declarações de Netanyahu ocorrem em um momento de aumento de tensão na região, depois de um atentado terrorista em Jerusalém e de um bombardeio israelense a um prédio onde se reuniam lideranças e negociadores do movimento fundamentalista islâmico Hamas, em Doha, no Catar. Dois líderes do grupo ficaram feridos, segundo a mídia saudita.
Nações Unidas
O Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou os ataques no Catar e pediu uma “desescalada”, embora tenha evitado mencionar Israel, de acordo com um comunicado. O organismo expressou “sua condenação aos recentes ataques em Doha, território mediador-chave” e ofereceu seu “apoio à soberania e integridade territorial do Catar”. A declaração exige unanimidade dos 15 países-membros, incluindo os Estados Unidos, o principal aliado de Israel.
Ontem, o Hamas classificou os EUA de “cúmplices” do bombardeio a Doha e acusou o governo de Donald Trump de pretender acabar com as negociações de trégua na Faixa de Gaza. “Este crime foi (…) um assassinato de todo o processo de negociação”, declarou Fawzi Barhum, um responsável do grupo. “Reafirmamos que a administração americana é totalmente cúmplice deste crime”, acrescentou.
Quer ficar por dentro do que acontece em Taguatinga, Ceilândia e região? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.
Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.
- Copa do Mundo, 3º dia: confira abertura, jogos, horários e transmissões
- Caso do banco Master amplia pressão política sobre Davi Alcolumbre
- Caso Master: Polícia Federal quer Daniel Vorcaro de volta à Papuda
- STF reage à ofensiva da Justiça italiana contra Alexandre de Moraes
- Lula manda recado para a Seleção Brasileira: “Joguem com a alma”



