O presidente da Caixa, Carlos Vieira, falou em entrevista ao Correio sobre a medida do governo que tem o intuito de ampliar o acesso à moradia da classe média com juros menores, para imóveis de até R$ 2,25 milhões
O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, defendeu as mudanças nas regras da poupança para aumentar o crédito imobiliário voltado à classe média. A medida, que entra em vigor totalmente em janeiro de 2027, mas terá uma fase de transição que começa agora, tem o intuito de ampliar o acesso à moradia da classe média com juros menores, para imóveis de até R$ 2,25 milhões.
“Com essa medida, nós vamos ter acesso a recursos. Isso permite, só para dar uma noção de grandeza, que a Caixa, nos próximos 12 meses, tenha mais R$ 40 bilhões para fazer o financiamento habitacional no Brasil. Isso permite que os outros bancos também se empenhem, possam liberar os seus compulsórios e usá-los no sentido de melhorar a nossa capacidade de financiar o imóvel no Brasil”, enfatizou o executivo, nesta segunda-feira (13/10), em entrevista aos jornalistas Carlos Alexandre de Souza e Ana Maria Campos, no programa CB.Poder, parceria do Correio com a TV Brasília.
“O ministro Haddad foi muito feliz ao contar com o apoio do Banco Central e de todos os bancos envolvidos nesse processo tão importante”, emendou.
Na avaliação de Vieira, o mercado de crédito imobiliário — o qual a Caixa é líder, com 66,8% do mercado — é muito importante para a economia dos países, pois um local com moradias gera empregos e gira o mercado.
“Eu costumo repetir dados da Fundação João Pinheiro, que falam que para cada 100 unidades habitacionais, você em torno disso constrói 67 empregos permanentes, porque são empregos que vêm, é a panificadora que surge, é um supermercado que surge, é oportunidade para o eletricista, para manicure e tantas outras atividades em torno de todo esse contexto, a própria doméstica. Então, tem uma série de atividades que vivem em torno”, destacou.
COP30
Vieira comentou, ainda, no programa, sobre sua estadia, durante a COP30, em uma das duas agências-barco que serão usadas, no evento em Belém em novembro, como uma forma de hospedagem para o pessoal da Caixa. Esses barcos foram criados para levar assistência bancária aos povos ribeirinhos, na Amazônia, que não possuem agências bancárias nas regiões onde vivem e demandam deslocamentos de longa duração. Os flutuantes de três andares fazem uma viagem por mês. “Ao invés deles irem até o banco, a Caixa leva o serviço a eles”, destacou.
O economista citou outros projetos sociais desenvolvidos pela instituição financeira no Pará. Dentre eles estão a inauguração da Caixa Cultural Belém, investimentos em saneamento básico, também na capital paraense, e a criação da Fundação Caixa, que está esperando o aval do Congresso e promete propiciar aumento na qualidade de vida das comunidades mais carentes, além de desempenhar outras funções comunitárias.
Inclusão e bets
Com o intuito de gerar maior inclusão de gênero dentro da Caixa, Carlos Vieira revelou a formulação de um Estatuto social — que garante a ocupação de, pelo menos, de mulheres em cargos de alta gestão — e um plano de enfrentamento ao assédio sexual como medidas internas adotadas pelo banco.
Também falou sobre a criação de uma Bet, por parte do setor lotérico da empresa pública, que tem previsão de ser lançada neste ano. Segundo Vieira, o intuito da plataforma de apostas é somente de lazer, com confiança e segurança. “A Caixa vai ter muito cuidado na questão de quem vai praticar esse jogo. A gente quer isso como um lazer e não como outra conotação”, garantiu.
*Estagiária sob a supervisão de Andreia Castro
Assista à entrevista na íntegra:
Com informações do Correio Braziliense
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